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Só Freud
Rivkah Cohen
Um sopro,
um momento de espera,
um dobrar a esquina ou seguir uma reta,
sei lá..
são imagens que recolho
e minha mente contesta..
Ainda pequenina,
se é que esse dado importa,
ouvi o ronco assustador da guerra!
Longe de mim
questionar as Leis Divinas,
mas se na rota houvesse uma quebra,
um outro lugar por onde ir;
se meu espírito sobrevoando
optasse por outro País, outra família,
seria eu mais humana e menos fera?
Por vezes me incomoda
somar conquistas,
esquecer derrotas.
Ver o que não tem na pista,
frear com a imagem
que minha mente traz de volta..
Quantas feridas!
Ou seriam histórias?
Quantos assuntos
não aceito, esperneio, reluto!
Por que essa forma aflita?
Brigo eu com o mundo
ou só Freud explica?
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Nem Freud!
Schyrlei Pinheiro.
Um grito faz eco no ar,
denunciando onde a dor
fere a carne e dilacera
a alma do sonhador.
Pacifico por natureza,
não teme a luta inglória
que as guerras geram,
abortando a fúria humana.
Nas batalhas sem honra,
o mundo chora,
a vida sucumbe, derrotada.
Um grito oculto soa no ar....
Paz!, Paz! Paz...
De luto, em luta, Grito!
e o vento, no tempo, faz eco,
e nem Freud... Explica!
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Nem com e nem sem Freud...
Maria Regina Moura Ribeiro
São Paulo, 2 de agosto de 2007
www.corujando.com.br
Eu penso:
nem uma coisa nem outra.
Será que Freud explica a alma,
ou será que ele explica o pensamento?
Nem eu, depois de estudar muito,
tenho coragem para definir tanto.
E o que faço com o comportamento?
Só queria poder sonhar sem lamentos...
Gostaria de esquecer os dias de pranto.
Ainda bem que a infância não volta..
Graças a Deus pude modificar a fase de adolescente
e, então, na fase adulta viver intensamente.
E agora, o que fazer com a mente que não mente?
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