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UMA HISTÓRIA SEM FIM...
Maria Regina Moura Ribeiro
Minha história começa em 1957, aos 12 anos de idade , quando deveria
ter início assim que nasci, se naquela época houvessem exames para
diagnosticar o diabetes tipo 1.
Mas não haviam e isso me trouxe muitos problemas.
Os desmaios eram freqüentes, a magreza excessiva (43kg e 1,70m),
além da sede constante e da freqüente pressão baixa .
E meus pais de nada suspeitavam, apesar de todos os 6 irmãos
apresentarem os mesmos sintomas.
Como não perceberam? Hoje entendo que sofri as conseqüências da
falta de esclarecimento por parte daqueles que deveriam cuidar
melhor da saúde infantil. Sobrevivi com algumas seqüelas renais,
visuais e emocionais.
Quando estava na escola, não achava ruim, pois desfrutava de
regalias por parte de professores e colegas. Todos se preocupavam
com a minha alimentação e os remédios que eu precisava tomar quando
a pressão baixava. Eu não entendia que ser diferente dos demais nem
sempre é uma coisa boa.
Depois de casada, sofri muito com a perda da minha segunda gestação,
um lindo menino que morreu ao nascer.
Aprendi, a duras penas, que cuidar da glicemia é vital para uma vida
saudável e tranqüila.
Agora, na terceira idade (62 anos), procuro me cuidar e seguir as
ordens médicas com muita tranqüilidade.
Tomo as medicações necessárias e procuro me alimentar corretamente.
Nada de coisas proibidas.
Mesmo assim, às vezes esqueço da hora do almoço e a glicemia baixa
muito.
Mas não esqueço de fazer meus testes com as fitinhas 3 vezes ao dia,
antes de aplicar a insulina (N ou R) sempre usando a tabela
fornecida pela minha médica. Isto me ajuda a levar uma vida
tranqüila, pois controlar minha glicemia em casa, com resultados
imediatos, me deixa mais segura e disposta para fazer as coisas que
gosto, tais como cuidar do meu site e desfrutar minhas amizades e o
convívio da família.
Concurso Cultural de Histórias "Accu-Chek
Performa Para Uma Vida Mais Tranqüila";
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