VELHICE INFANTIL
Irani Gennaro

Na velhice infantil de cada dia,
Despedia-se o sol já com saudade
Dos mágicos momentos de alegria
Que embalaram sonhos de felicidade.

À tarde esvaia-se sorrindo,
Como a zombar da vida a brevidade
Dos versos com os quais fez poesia
Narrando contos para a eternidade.

Eu me lembro do meu tempo menina,
Da imensa árvore de frutinhas quase nua
Porque o vento que batia em minha rua,
Derrubava muitas delas na calçada.

Ruflar de aves, amoras pelo chão,
Formando um tapete em camada
Inocente, eu cantava uma canção,
Colhendo as frutinhas, encantada!

Somos parte do elenco das histórias,
Como folhas na árvore da vida!
Sempre tem alguém chegando
Enquanto estamos de partida.

 

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poesia premiada pela Academia Cachoeirense de Letras

 

 

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