RÉQUIEM A UM POVO
Pedro Valdoy - Susana Custódio

Janeiro 2010

 

Não não quero,
Estou em desespero
impossível,
É inesquecível
passear sem forças
Pelas dores multiplicadas
num lago de morte,
Onde tudo já perdeu o norte
de frustração
Pende-me a mão
neste lugarejo
Onde tudo vejo
coberto de lágrimas.
Lágrimas de sangue
N
ão me apetece
E não quero
ouvir rádio
ou televisão
Dói-me demasiado o coração
com os murmúrios
Que me chegam trazidos
da morte
Sinto-me sem norte
com lágrimas
Lágrimas de impotência
de impotência
Perante o que se apresenta
neste pobre
Mas nobre
planeta.
Onde todos vagueamos

Na fragilidade da vida
Que por Deus nos foi concedida
vem a hecatombe,
Onde impera
a morte,
o silêncio.
Assim
E
ntrarei em meditação.
Pois no coração
S
ó o silêncio
Deste réquiem
me serve
E me faz ouvir
através da benção
Que é a grandeza
humana.
Com ela conto sair deste nirvana

 

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   Mozart - Requiem in D Minor - VII. Agnus Dei