Sou
Leuqar, tenho 16 anos e sou uma adolescente
preocupada com a evolução do mundo.
Dizem que sou uma pessoa difícil, de temperamento forte.
Difícil
não é a palavra certa.
Acho que sou amadurecida para a
minha idade e não tolero conversa inútil.
Papo de moda e fofoca não fazem a minha cabeça.
Desde pequena fui acostumada a pensar, raciocinar, etc...
Com um pai jornalista, como eu deveria ser?
Temperamento forte tenho sim. Alias é de família.
Meu pai e minha mãe também são assim.
Ambos sabem da sua missão aqui na terra e
lutam para sempre se saírem bem das empreitadas.
No mais, sou uma pessoa normal.
Com meus altos e baixos e estudando muito para ser médica.
Adoro ler textos fortes e saber das coisas do meu País.
Os dados apresentados abaixo foram enviados pela minha
Tia Maria Helena e são publicados em um site que todos
deveriam conhecer para que possamos melhor avaliar
nossas mazelas e ajudar a mudar o Brasil.
Brasil - Hoje
Trabalho Infantil No
Brasil:
* 402 mil crianças entre 5 e 9 anos são trabalhadores
infantis;

*
mais de 50 mil crianças trabalham em "lixões"
para
ajudarem seus pais;
* 40% das crianças entre 0 e 14 anos vivem em condições
de miséria;
* 1 em cada 6 crianças ingressa no mercado de trabalho
antes dos 15 anos,
quando deveriam estar estudando e brincando para se desenvolverem
mental e fisicamente;
* Em 98, foram registradas 2,5 milhões de crianças
trabalhadoras
entre 10 e 14 anos.
O trabalho infantil, por lei, é permitido para crianças
com idades
entre 12 e 14 anos, desde que estas sejam apenas aprendizes.
Após 14, e até completada a maioridade, é
permitido,
desde que observadas as suas limitações pessoais
como indivíduos em desenvolvimento.
Entretanto, a irregularidade muitas vezes é encoberta
pela própria
família do menor.
Deste modo, retira-se uma parcela significativa de crianças
das
escolas a cada ano, sendo a principal causa,
não a dificuldade de acesso à Educação,
mas a própria pobreza.
A necessidade de complementação da renda familiar
tem um papel
preponderante num país onde mais de 80 milhões
de pessoas vivem
abaixo do nível da pobreza.
Grande parte dos serviços aos quais as crianças
são submetidas são,
literalmente, trabalho escravo.
Muitos deles podem deixar seqüelas pelo resto de suas vidas,
como certas doenças, problemas psicológicos, de
crescimento,
de coluna, de articulações, de má formação
dos ossos e até mutilações.
Além disto, com consentimento e às vezes até
por imposição dos pais,
muitas acabam tornando-se pedintes, ou entrando em caminhos,
muitas vezes sem volta, da delinqüência e da prostituição.
(http://www.ajudaralguem.com.br/obrigado.htm)
Abandono de Menores

A
despeito de tantas especulações e apresentação
de propostas e
receitas mágicas para a resolução de problemas,
a criança, no Brasil,
ainda não é prioridade nacional, ainda não
é verdadeiramente
uma missão política.
Com a mesma velocidade com que o tema "menores abandonados"
surgiu há alguns anos, ele desapareceu.
Inúmeras são as razões que levam o menor
a abandonar o seio de sua família,
indo desde os maus tratos (18.000 crianças são
espancadas por dia no Brasil,
totalizando 6,5 milhões ao ano) ou outros abusos - inclusive
o sexual
(9 milhões de crianças e adolescentes são
vítimas de abuso sexual
a cada ano no Brasil, sendo que 2/3 são meninas, levando
em conta
que apenas 2% dos casos são denunciados à polícia),
até problemas na família com alcoolismo, drogas
etc.
Tais crianças são excluídas não
apenas em suas famílias,
mas também na escola e na sociedade.
Muitas jamais tiveram acesso a uma sala de aula, e outras,
mesmo tendo a oportunidade, a abandonam por não encontram
incentivos nem mesmo dentro da família.
No Brasil, 64% dos casos de violência contra a criança
são
casos de violência doméstica, morrendo uma taxa
de 100 crianças
por dia devido aos maus tratos.
Crianças que sofrem maus tratos tendem a se tornarem
violentos
quando adultos, criando assim um círculo vicioso difícil
de ser quebrado.
Deste modo, raramente encaminhar estas crianças de volta
a suas
famílias surtirá algum efeito positivo.
Mas o que se pode fazer por elas, na verdade, vai muito além
de
um prato de comida ou um mantimento.
Deve-se despertar nelas a vontade de mudar suas vidas, fazendo-as
entender que, vivendo nas ruas, elas não terão
nenhuma alternativa,
senão uma vida que leve à prisão, à
morte, aos vícios e à marginalidade.
Compreendendo isto, a reintegração social passa
a ser procurada por
elas mesmas, que gradativamente vão recuperando sua auto-estima
através da educação - em todos os sentidos
- e de oficinas de trabalho,
longe da perigosa ociosidade a qual o abandono as condena.
Passam a ter um horizonte para se guiarem.
(http://www.ajudaralguem.com.br/obrigado.htm)
Triste,
não?
O que você pode fazer para mudar este quadro?
Aqui nesta casa, eu represento a consciência jovem com
muito orgulho.