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Tudo na vida, é uma questão de vaidade.
Vai...idade chegando, e os problemas
aparecendo...
Ósculos e amplexos,
Marcial
Obrigadão querido amigão
é de coração que escrevo para o meu irmão.
Obrigada pelos conselhos, dicas de proteção...
Agora estou impossível, imagina ficar conversando com rima?!?!?!
Abraços mil extensivos a esposa.
Sua amiga coruja MRegina
CONSEQÜÊNCIAS DA VAI...DADE
Marcial Salaverry
Existe algo que não podemos deter, é a marcha inexorável do tempo,
que vai deixando suas marcas nas pessoas. Pode-se combater seus
efeitos, tomando-se uma série de medidas (nem sempre eficazes), mas
a causa principal permanecerá, pois as conseqüências do tempo não
voltam,
e sempre irá paulatinamente cobrando seu tributo, por mais cuidados
que se tome, o que poderá fazer com que seus efeitos sejam
minimizados, mas não eliminados, e assim, a passagem do tempo poderá
ser menos sentida, mas é inexorável. Prosseguirá sem interrupção até
o final.
A melhor maneira de se conviver com o fantasma da idade, é sua
aceitação. É, sobretudo, aceitar as limitações que ela começar a nos
impor. Dentro dessa aceitação, definir bem o que se poderá ou não
fazer.
Não adianta rebelar-se, tentando manter um ritmo de vida
incompatível com as possibilidades físicas. Não podemos nos esquecer
de que cada caso é um caso, não servindo comparações com determinada
pessoa para querer acompanhar seu ritmo. Temos que saber analisar
nossas reais possibilidades. Conhecer bem nosso organismo, sabendo
até onde poderemos chegar, não sendo aconselhável uma “forçada de
barra”, pois seus efeitos poderão ser catastróficos.
Quais seriam então os desejos masculinos ante o fantasma da velhice?
Basicamente o principal desejo que 15 entre 10 homens poderá ter,
será “ter a energia dos 20 anos, com a experiência de vida dos 60”.
Simples, não? Seria realmente o ideal de vida. Mas há que se cair na
real. É utopia pura.
Acontece que para muitos essa aceitação é complicada.
Então, começa a inútil “busca da juventude perdida”. Esses homens,
tentando mostrar que ainda tem todo o pique, começam a procurar a
companhia de garotas jovens, freqüentando lugares da moda,
procurando vestir-se como os jovens, tentando aparentar que ainda
são jovens.
Nada contra, se for uma pessoa livre, e se ainda tiver um certo
pique, não precisando de certos estimulantes para obter os
resultados almejados.
Não podemos nos esquecer de que tais
medicamentos sempre acabam cobrando um tributo. Há que se tomar
cuidado, nunca dispensando a opinião médica.
Caso contrário, ao
invés da “juventude perdida”, poderão encontrar sérios problemas de
saúde.
O que mais angustia os homens que não souberam preparar-se física e
emocionalmente para a idade, é quando notam que sua virilidade
parece estar diminuindo. É óbvio que a potência e freqüência sexuais
diminuem com o tempo.
E como é difícil de aceitar esse fato. É muito
difícil encontrar alguém que aceite numa boa as limitações do tempo.
O mais comum, é estufarem o peito dizendo que “comigo não tem disso
não”. Mas que tem, tem.
É impossível deter os efeitos causados pela idade. Contudo, uma das
soluções bem encontradas, é o “aprimoramento” da coisa. É substituir
a potência pela experiência. Sabendo usar, não vai faltar, e sabendo
usar bem,
melhor ainda, é saber trocar a quantidade pela qualidade.
Essa é a principal angústia que desmotiva muitos idosos,
transformando-os em velhos. Costuma se dizer que o principal
problema do homem, “não é a primeira vez em que não dá a segunda,
mas sim, a segunda vez que não dá a primeira...”.
O que muitos
homens precisam entender, é que a coisa não funciona como um botão
de “liga e desliga”. Faz parte do organismo, e sujeito a falhas, até
mesmo quando somos jovens, que dirá mais tarde.
Não é motivo para angústia ou desespero. Precisamos encarar a fera
de frente. Sempre caberá uma consulta ao urologista (com dedo e
tudo), para saber se poderá estar ocorrendo uma causa clínica. Na
maioria das vezes, são problemas psicológicos. O pior, será
assustar-se com uma eventual disfunção,
passando a julgar que se
está impotente.
Isso acontecendo, muitos se entregam totalmente ao desespero,
julgando-se “acabado para a vida”, e nesse caso, muitas vezes
fecham-se em sua angustia, tornando-se até agressivos com suas
companheiras, que não entendendo o que se está passando, ao invés de
ajudar, brigam mais ainda, reclamando da falta de sexo, o que vem
aumentar mais ainda a crise existencial. Em casos assim, o que se
impõe, é um diálogo civilizado, onde tudo será discutido e
reavaliado, precisando haver compreensão de ambas as partes, para
que se chegue a um bom entendimento.
O mais importante, será manter o equilíbrio, aceitando certos fatos
da vida, e procurando adequar-se à situação, sempre tendo presente
que a vida é e sempre será bela e gostosa para ser vivida, basta que
saibamos aceita-la com suas benesses e com seus problemas.
E nessa esperança, desejo que todos, com ou sem “problemas”,
tenham
UM LINDO DIA.
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