Que importa se os anos passaram por nós
como um turbilhão, indiferentes, implacáveis?
Que importa se nossos filhotes, nossos tesouros,
criaram asas e se afastaram do nosso ninho para construir os seus próprios?
Que importa se os filhotes cresceram e já voam mais alto do que nós?
Que importa se seu vôo é diferente do nosso, mais rápido,
mais arriscado ou com mais evoluções?
Importa, sim, que eles voem com maestria e se emocionem com nosso aplauso.
Porque, contra a vertigem do tempo, nos abriga a felicidade.
Aquela mesma felicidade que tivemos ao ensiná-los a voar.
Para nossos filhos, nossa certeza de muitas outras realizações pessoais.

 

Arnaldo e Regina Ribeiro
São Paulo, 2 de novembro de 2006

 

 

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