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Maria Regina Moura Ribeiro
São Paulo, 9 de junho de 2007
Não posso mais ser a fome
que afoga a alegria,
que apressa a morte,
que desperta o ódio.
Não posso mais ser a peste
que espalha tristeza,
que demanda frieza,
que mata a esperança.
Não posso mais ser a guerra
que leva à loucura,
que destrói a vida,
que consome o amor.
Não posso mais ser a morte
que carrega a esperança,
que chega de repente,
que nos leva cruelmente.
Não posso mais ser o que todos temem.
Quero ser aquela que traz a alegria
e a quem todos procuram
para voltar a sorrir,
eu já não posso
mais ser a escuridão da vida.
Ciranda organizada por Teka Nascimento
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