Maria Regina Moura Ribeiro - Confissões



Eu confesso que tenho orgulho da vida que trilhei,

das agruras que enfrentei.
Eu confesso ter descoberto que a minha sobrevivência
deveu-se à fibra que herdei da minha "nonna" Margheritta.
Eu confesso que, se agora colho os louros de uma vida atribulada,
julgo merecer cada coisa conquistada.
Eu confesso que, se alguma vez pensei em desistir,
agora passo os dias a sorrir.
Eu confesso que vivo rodeada de carinho
por uma família pequena no tamanho mas grande na entrega.
 E, por fim, confesso que a minha alma precisa de tudo isso...

 

(ciranda organizada por Terê Penhabe)

 

São Paulo, 27/11/2005

 

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