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Pois muitas empresas fizeram o tal "downsizing", mandando para o beleléu uma porção de empregos. Segundo os teóricos da época, havia que distinguir o processo de "downsizing", que era complexo, tempestivo e gerenciável, do mero e intempestivo "headcutting" que, como o próprio nome diz, se resumia a "cortar cabeças" após uma simples decisão de diretoria (equivalente, na linguagem popular, ao famoso "facão"). Na prática, entretanto, dava no mesmo. As empresas cortavam cabeças em nome de um suposto "downsizing". Pois uma das cabeças cortadas na empresa do Artur foi a do Artur. O Artur sempre fora um sujeito de bom caráter, zeloso, ciente de seus deveres, assíduo, honesto, nunca ficava doente por mais de um dia e sempre gozava férias pela metade. Nunca se destacara como um funcionário brilhante mas que era leal e dedicado, isso era! Um belo dia, seu diretor o chamou para uma conversa muito séria. Disse que ele estava tirando férias pela metade há muito tempo e que isto não seria mais tolerado. Um bom funcionário como ele merecia tirar suas férias na totalidade para poder gozá-las na praia, com sua família. Disse mais, que a empresa, reconhecida por seu esforço e dedicação e com o objetivo de compensá-lo por tantas férias assinadas mas não gozadas, estava lhe dando uma licença emunerada de 3 meses. O
Artur ficou feliz. Agora ele poderia fazer aquela viagem com a mulher,
conhecer Paris, Moscou, Roma, Atenas, Viena!
Afinal, o dinheiro economizado durante tanto tempo estava lá no cofre
Ao
voltar para a empresa, antes mesmo de completar os três O
Artur entrou em depressão, infartou e deu um trabalhão prá fev/1999 |