NOSSOS IDOSOS
Zenaide Giovinazzo
SP/14/julho/2008
Cuidar dos nossos velhinhos
com paciência e carinho,
dando-lhes atenção e dignidade,
preservando sua integridade,
é andar de mãos dadas com a verdade.
Jamais devemos humilhá-los
e nem com irritação cobrá-los,
pois muito por nós já fizeram,
experiência e carinho nos deram.
É um caminho espinhoso
que um dia percorreremos,
vamos cobri-lo de rosas,
transformá-lo em jardim,
para que nossos idosos
sintam-se queridos e amados,
e nunca, jamais, rejeitados!!
* * * * * * * * *
O IDOSO E O JOVEM
Sá de Freitas
Avaré - SP
A idade avançada é bênção... e a vida,
Se bem vivida, é um período ledo...
E quem não a tiver é que, bem cedo,
Dará ao mundo a sua despedida.
Mas mesmo assim, que o jovem tenha em mente,
Que deve dar ao idoso amor, carinho,
Pois, ás vezes, se sente ele sozinho,
E de atenção esteja tão carente.
Porque o tempo, para todos, passa...
A juventude esvai-se qual fumaça,
E levará o vigor que era seu.
E aí então, na faixa dos idosos,
Sedento de atenção dos que são novos.
Não poderá pedir o que não deu.´
* * * * * * * * *
SAUDAÇÃO AOS IDOSOS
Alceu Sebastião Costa
Quando passo pela praça,
Eu os vejo cheios de graça,
Esparramados pelos bancos,
Quais ervas pelos campos,
Em grupos ou solitários,
Dando vida ao cenário.
Alguns, tendo o papel cumprido,
Desfrutam do prêmio merecido,
Outros, pelo trato da vida,
Não tiveram a mesma sorte deferida;
Mas, todos parecem felizes,
Conformados com as suas raízes.
Em comum, as suas caminhadas,
Histórias verdadeiras ou inventadas,
Que, entre lances e jogadas,
Pouco a pouco vão sendo contadas,
Com detalhes e cores rebuscadas,
Não faltando situações apimentadas.
Colcha de retalhos de fios nobres,
Aconchego de ricos e pobres,
A praça não faz discriminação,
Cada qual ali é um novo irmão;
Diferente do geral da sociedade,
Ela acolhe o idoso com dignidade.
Assim, à luz do sol ou clarão da lua,
Nas esquinas ou nos leitos das ruas,
Pela sobra do amanhã que ainda resta,
Valores agregados que o passado atesta,
Sonho de liberdade que nada mais afasta,
Dedico este poema aos idosos lá na praça.
* * * * * * * * *
MEU PAI, MEU FILHO!
Regina Coeli
Um velho pai, um velho e nada mais,
Alquebrado, vencido e sem juízo,
Ontem e hoje, um homem tão sem siso,
Que não sabe o que fala e o que faz...
Deixar-te, ignorar-te, isso jamais!
Segues comigo pelo chão que eu piso,
São tantas queixas e tão pouco o riso
Desde um tempo que trago lá de trás..
Se pode um outro falho coração
Atrever-se, quem sabe, a perdoar,
Eu me perdôo, pai, tanto te amar!
E esse Amor, um jardim em floração,
Perfumará de afetos o empecilho
Que fez de ti, meu pai, meu doce filho!
* * * * * * * * *
NOSSOS IDOSOS
MRegina MRibeiro
São Paulo, 14 de julho de 2008
pensando em meu pai João Moura falecido em 1990
Para nossos idosos, em primeiro lugar peço respeito à sua integridade
seguido de muito amor, carinho e dignidade.
E nunca faltem com a verdade,
porque eles têm muita personalidade
e querem conservar, acima de tudo, sua própria liberdade.
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Tema:
NOSSOS IDOSOS
Primeira publicação (Zenaide Giovinazzo in solo): 14 de julho de 2008 - 12h05m
Última atualização: 14 de julho de 2008 - 16h32m
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