A Caminho dos 60 anos

0 - 5 anos

Filiação;

Nascimento;
Terra Natal;
Separação
dos pais;
Mudanças

6 - 10 anos

Mudanças:

São Luiz - MA

Anápolis - GO

Fortaleza - CE;

Vida boa;

Nascimento de mais um irmão

11 - 15 anos

  Mudança para Porto Alegre - RS;

 Início de namoro;

Saída de Roberto Hilas e Gilberto Edinaldo de casa;

Grandes Amizades;

 Mudança para Campinas - SP;

Aniversário de
15 anos;

Volta do Gilberto

e do Odimir.

Rainha do Baile 

das Flores

Casamento de 

Odimir Geraldo

Formatura

Reencontro

Noivado

Casamento

  21 - 25 anos

Gestações:

1966 - Cláudia

1967 - Marcelo

1969 - Heloísa

Mudanças:

1968 - Boa Vista 

Amizade Eterna:

Moema Mourão Teixeira

26 - 30 anos

Mudança para

Itaim Bibi

Atropelamento coletivo

Remoção das amídalas (Helô)

Convivência escolar

Continuidade de meus cursos

31 - 35 anos

Cirurgia Devastadora

Grandes Alegrias no Clube Paineiras

Ingresso na Faculdade e

Morte da Mãe

Mudança para o Campo Belo

36 - 40 anos

Formatura

Diretora de Creche Consultórios

Currículo

41 a 45 anos

46 a 50 anos

Guarda Civil Metropolitana

  Cursos

Falecimento de meu pai

IIº Congresso 

Visita às Polícias 

Prêmios

Chefe de Setor

Viagens ao Exterior

51 - 55 anos

Encontro Ibero Americano

Congresso GCM

Treinamento

Seminário

CEFOR

Internet

Amigos Virtuais

Entrevista

56 - 60 anos

Nicholas Gaio

Casamento Helô

Problemas de Saúde

 

 

21 a 25 anos de idade

 

 

1966 - 21 anos - Agora já casada com Arnaldo, o meu grande amor, e morando nas  Perdizes, feliz da vida.  Tenho grata recordação dos meus amigos e vizinhos daquela época que, inclusive, me ajudavam a subir os nove andares a pé, quando faltava luz (e faltava com muita freqüência!).
No dia 11 de abril, data do aniversário da querida mana Maria Augusta, nasceu, de um parto dificílimo, a nossa primogênita Claudia. Foram 20 horas de espera, com muitas dores, e somente quando já não se escutava mais o seu coraçãozinho, o médico, do qual não quero nem lembrar o nome,  resolveu fazer a cesárea. Ela pesou 4,840 kg e mediu 51 cm.  Algumas horas depois, levaram-na no quarto e nós verificamos que ela não respirava direito. Foi somente a partir daquele momento que ela recebeu cuidado especial, ficando na incubadora por alguns dias. Depois de seis dias de hospital, estávamos orgulhosos da nossa filha e, com a família toda dando o apoio necessário, fomos para nosso lar.  Não preciso dizer que Maria Helena foi junto e ficou dormindo no escritório, até desocupar o apto. 81 onde ela e Sérgio (um grande amigo e excelente pessoa)
 foram morar após o casamento, dois meses depois.  Vó Maria vinha toda quarta feira lá da Aclimação, de ônibus, trazendo as melhores frutas e legumes compradas na sua feira para a neta querida que tinha o nome que ela mais gostava. Essa amizade perdurou até sua morte e Claudia,  ainda hoje, sente falta da avó querida que a mimava em todos os sentidos. Uma avó nota 1000.  No mês de novembro, eu estava grávida pela segunda vez.



 
1967 - 22 anos - Grávida do Marcelo, passei uma gravidez ruim, pois o diabetes dificultou muito a gestação. Ele morreu ao nascer, com problemas no fígado, em outra cesariana, no dia seis de setembro, para nossa grande tristeza e frustração. Seu corpinho está enterrado no jazigo da família e nunca esqueceremos dele. Demorei a me recuperar, física e emocionalmente. Fui fazer um curso de pintura e só me senti recuperada ao pintar a escultura de uma mãe segurando seu filho no colo, imagem que está, até hoje, pendurada ao lado da nossa cama.


 1968 - 23 anos - Claudia era a filha que todos queriam ter, amorosa, carinhosa, inteligente, supria todas as nossas carências, o amor transbordava...
No mês de dezembro, engravidei novamente e todos ficamos muito contentes.
Resolvemos então mudar para um apartamento perto da fábrica da Metal Leve,
onde Arnaldo trabalhava. Fomos morar na Praça Cel. Lisboa, no Alto da Boa Vista,
num apartamento muuuuuuuuuuuuuito grande. Não tínhamos nem móveis suficientes para ocupar tanto espaço. Mas foi uma festa! Claudinha andava de triciclo dentro de casa.
Havia somente oito apartamentos no prédio e, logo, parecíamos fazer parte de uma grande família: Rosa e Jorge, Sueli e José Antonio, Cecília e Rui, Dulce e David, Mila e Enio, Esmeralda , Nancy e marido,  Arnaldo e eu.



 
1969 - 24 anos - Foi o ano em que perdi minha amiga de infância (nos conhecemos aos 5 anos de idade) Moema Mourão Teixeira, que faleceu na Inglaterra, para onde tinha ido encenar a peça "Morte e Vida Severina". Ela fazia parte do grupo do TUCA,  da PUC, onde estudava Psicologia. Foi um terrível choque que aumentou ainda mais a preocupação com a gravidez que estava adiantada. Mas tudo estava dentro da normalidade esperada,  apesar do meu choro e da minha angústia pela perda de alguém tão especial.
No dia 11 de julho de 1969 morreu minha prima e amiga Eneida Fontana Moura , o que causou muita tristeza em minha família. Ela morreu com 17 anos.
 
No dia 26 de agosto, Heloisa nasceu com sete meses e 3 semanas. Foi uma cesariana cercada de extremados cuidados e muito carinho. O cirurgião foi o Dr. Maudy Anchieta, meu médico desde que eu tinha 19 anos e tudo transcorreu bem. Tínhamos agora as duas filhas tão desejadas.
Claudia já freqüentava a escolinha Casa da Vovó e gostava muito das suas amiguinhas e professoras. Mas era a sua irmãzinha que a fazia feliz a cada novo dia. A nota curiosa da Escolinha Casa da Vovó é que no primeiro dia de aula da Claudia, eu estava preparada para ficar esperando que ela se adaptasse  ao novo ambiente,  pois temia que ela  não quisesse ficar na escola. Minha surpresa foi grande quando ela  se despediu, dizendo “tchau mamãe”. E lá voltei eu sozinha para casa, enquanto todas as minhas amigas tiveram que ficar. Hoje, sei que este comportamento é de alguém confiante e destemida, mas ,na época, a minha vontade era dar-lhe apoio para enfrentar o mundo, igual faziam as outras mães. Era uma  necessidade exclusivamente minha. Mas gostei muito, quando, no final da tarde, minha amiga Rosa me disse que Claudia lhe havia contado que " Mamãe estava em casa esperando com saudades... "



 
1970 - 25 anos - A vida transcorria serena, as meninas com aqueles problemas de saúde comuns a todas as crianças.

 Nosso grande amigo Dr. Labib Taiar era o pediatra delas.
 
A única nota triste aconteceu na Escola Jesus Maria José, onde Claudia, com quase quatro anos,  foi estudar. Uma das freiras, no segundo dia de aula, deixou-a fora da classe durante a tarde inteira apenas por não estar vestindo o uniforme completo. 
Quando fui buscá-la e fiquei sabendo do que acontecera, fiquei uma fera! Imagine punir daquela maneira uma criança de três anos e 10 meses! E apenas por causa do uniforme!
E logo no segundo dia de aula! E por que não me telefonaram? E que problema haveria em ir à escola sem um casaco azul? Tirei-a imediatamente daquela suposta boa escola.  
Mas, antes disso, fiz questão de dizer tudo o que sentia (e sabia!) sobre a incompetência e a intolerância daquelas "servas de Deus".
Senti-me mal durante muitos meses por ter deixado a Claudinha passar por aquele trauma.  Então, ela foi estudar no Nossa Escolinha. Que escola espetacular, que ambiente agradável, que didática! Ela logo se ambientou e fez grandes amizades...
Com Arnaldo trabalhando na Metal Leve, continuávamos morando na Pça. Cel. Lisboa no Alto da Boa Vista,e passamos a freqüentar o Santa Paula Iate Clube. 
Aprendi a dirigir nosso fusquinha, e a vida era bela (e continua sendo!). 

Nota: Recebi alguns emails me parabenizando pela coragem de contar a minha história. Acho que a coragem é necessária para tudo, mas o que tenho, penso que seja maturidade, orgulho de ter vencido tantos obstáculos e capacidade para enxergar as coisas boas que me rodeiam. E muito amor no coração, inclusive para "perdoar" os que não me entenderam ou fizeram sofrer ou apenas chorar.

1971 a 1975 - Próximo capítulo: mudança para o Itaim Bibi, atropelamento coletivo, operação de amídalas traumática, reencontro com Mariliza, etc...

 

 
1966 - Recém casada e grávida da Cláudia. 1967 - Batizado da nossa afilhada Cristina. 1968 - Uma tarde em São Vicente na praia.
1970 - Eu e meus tesouros, Cláudia e Heloísa em férias.
1970 - Madrinha da Heloisa - Tia Ilca e eu.
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