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A Nutrição e o Mecanismo da Fome
Na busca por um corpo perfeito, homens e mulheres de todas as idades têm buscado fórmulas milagrosas para a perda de peso. Dietas de todos os tipos proliferam na internet, revistas e livros. E neste afã pelo novo vale tudo: restrição de carboidratos, aumento de ingestão protéica e gordurosa, restrição de gorduras a zero, combinação de alimentos, dieta da lua, do grupo sangüíneo, da água e vai por aí a fora. Diante de tanta oferta e observando o interesse pelo assunto, buscamos colocar alguns pontos importantes, propondo uma reflexão crítica quanto à qualidade e quantidade de uma dieta.
No cérebro humano, um centro neural
chamado hipotálamo preocupado com a integridade física do nosso
organismo utiliza algumas “estratégias” consideradas reguladoras.
Ali estão localizados os centros da fome e da saciedade buscando
controlar uma ingestão que seja adequada às necessidades energéticas
de cada organismo. Assim, parece de suma importância que alguns conhecimentos possam ser interiorizados por todos: indivíduos em sobrepeso, obesos e desnutridos, crianças, jovens, e adultos, para a manutenção da saúde e prevenção de doenças. O estômago vazio, através do hormônio grelina emite sinais ao cérebro (hipotálamo) que dispara o centro da fome. Na medida em que a fome é saciada este hormônio diminui sua concentração iniciando a ação do hormônio PYY, que “avisa o cérebro” para que seja acionado o centro da saciedade.
O hormônio grelina é produzido pelo
estômago e age quando este está vazio, denunciando a sensação de
fome. Na medida que entra o alimento ele vai diminuindo sua
concentração. Quando os alimentos passam do estômago para os
intestinos há a liberação do hormônio PYY, produzido de forma
natural e fisiológica pelo tubo digestivo, que também age no
cérebro, ativando o centro da saciedade e “informando ao cérebro que
o tubo digestivo contém alimento em processo de digestão e que o
sistema nervoso central pode “desligar” a fome e induzir a sensação
de saciedade. Este hormônio se mantem elevado no sangue depois de
comer e no intervalo das refeições Pode-se dizer que nosso inconsciente age a nosso favor salvaguardando nosso organismo e isto, dependendo de nossa conduta alimentar, poderá ser positivo ou negativo. Ou seja, pessoas que se alimentam com menores quantidades de alimentos saudáveis em maior número de vezes ao dia, terão menos episódios de fome e conseqüentemente estarão emagrecendo, justificando a máxima de que para emagrecer é preciso comer. Na próxima edição, daremos informações do que seja um cardápio “Saudável”.
Nutricionista – CRN 15983
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