é 31/07/1932 - H 20/05/2007

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Escrito por Suzana para homenagear seu pai e agora publicado no nosso Corujando para conhecimento de todos do grande amor por seu pai

Odimir Geraldo Moura. Minha querida Suzana certamente seu pai deve estar agora sorrindo e muito feliz...

Beijos,

da sua tia e madrinha Regina...

 

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Querida tia Regina,


Entrei no site corujando hoje pela manhã e não sei nem se vou conseguir encontrar palavras que consigam traduzir a emoção que eu senti.
O poesia do Márcio ficou maravilhosa, ficou tudo tão lindo que só podia ter tido o seu toque, a marca do seu amoroso e delicado coração. A sua poesia também me emocionou. Copiei as fotos e as poesias para poder fazer um porta retrato.
Tenho conversado diariamente com o papai, pedindo para que ele tenha paciência e que compreenda que a angústia e tristeza que estamos sentindo fazem parte do imenso vazio que ele nos deixou.
Já pedi perdão inúmeras vezes por coisas que fiz e falei que pudessem lhe deixar triste e prometi que farei o possível e o impossível para que a nossa família permaneça sempre unida, que as brigas e as mágoas se dissipem e que estaremos sempre juntos em pensamento.
Peço também que a única preocupação que ele deve ter agora é com a sua paz de espírito e que se tranqüilize porque tudo por aqui vai se ajeitar e que com o tempo estaremos dando risadas ao lembrar com carinho das suas meninices quando se juntava aos nossos amigos na rua para fabricar carrinho de rolimã, quando fazia as mais lindas e imensas pipas e imitava som de bichos que nos faziam cair na gargalhada. Apesar da minha memória ruim, as lembranças do meu pai são fortes e ainda muito presentes, e sei que vão me acompanhar por muito tempo, até o dia em que nos encontraremos novamente.
Lembro-me com nítida perfeição do medo em que sentia na hora de tomar injeção e era sempre o meu pai que me acompanhava e me acalmava com a sua mão forte, me dizendo para pensar em coisas boas, no céu azul cheio de pássaros e aí o medo e a dor ficavam mais toleráveis.
O seu assovio dizendo que era hora de voltar para casa, de quando tocava Unicórnio na gaita (todo aniversário era presenteada ao telefone com um "parabéns a você", do seu violão, das suas gargalhadas, das idas à olaria para finalizar as esculturas de argila, do dia em que lhe contei que estava grávida, dos seus momentos de tristezas que tantas vezes presenciei e me fizeram chorar e me aproximar cada vez mais dele, torcendo imensamente para que um dia ele encontrasse a paz, a alegria, a vontade de viver e de realizar os seus sonhos, que felizmente ele conseguiu concretizar ao lado da Norma, como a viagem à Itália e à Espanha.
Sempre ouvi dizer que eu era a filha que mais se parecia fisicamente com ele, mas o que eu mais queria mesmo é ter herdado a sua integridade, honestidade, sensibilidade e vontade de viver, mesmo diante das adversidades da vida.
Ele provou ser um guerreiro, pequeno na estatura, mas GRANDE, IMENSO na sua grandeza como ser humano, um irmão querido e amoroso, um profissional respeitado, um amigo fiel e um marido companheiro.
Passou pela vida e deixou a sua marca, não há quem não lembre do meu pai com carinho, não há quem não tenha um história para contar, uma lembrança emocionada da sua passagem por aqui.
Se mil vezes voltar, mil vezes quero tê-lo como pai.
Meu pai não morreu, transcendeu!


Um beijo a todos.
Sua sobrinha,
Suzana

 

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 Meu Pai, Meu Velho, Meu Amigo...