••••• ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ •••••
Escrito por Suzana para homenagear
seu pai e agora publicado no nosso Corujando para conhecimento
de todos do grande amor por seu pai
Odimir Geraldo Moura. Minha querida Suzana certamente seu
pai deve estar agora sorrindo e muito feliz...
Beijos,
da sua tia e madrinha Regina...
••••• ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ •••••
Querida tia Regina,
Entrei no site corujando hoje pela manhã e não sei nem se vou
conseguir encontrar palavras que consigam traduzir a emoção que
eu senti.
O poesia do Márcio ficou maravilhosa, ficou tudo tão lindo que
só podia ter tido o seu toque, a marca do seu amoroso e delicado
coração. A sua poesia também me emocionou. Copiei as fotos e as
poesias para poder fazer um porta retrato.
Tenho conversado diariamente com o papai, pedindo para que ele
tenha paciência e que compreenda que a angústia e tristeza que
estamos sentindo fazem parte do imenso vazio que ele nos deixou.
Já pedi perdão inúmeras vezes por coisas que fiz e falei que
pudessem lhe deixar triste e prometi que farei o possível e o
impossível para que a nossa família permaneça sempre unida, que
as brigas e as mágoas se dissipem e que estaremos sempre juntos
em pensamento.
Peço também que a única preocupação que ele deve ter agora é com
a sua paz de espírito e que se tranqüilize porque tudo por aqui
vai se ajeitar e que com o tempo estaremos dando risadas ao
lembrar com carinho das suas meninices quando se juntava aos
nossos amigos na rua para fabricar carrinho de rolimã, quando
fazia as mais lindas e imensas pipas e imitava som de bichos que
nos faziam cair na gargalhada. Apesar da minha memória ruim, as
lembranças do meu pai são fortes e ainda muito presentes, e sei
que vão me acompanhar por muito tempo, até o dia em que nos
encontraremos novamente.
Lembro-me com nítida perfeição do medo em que sentia na hora de
tomar injeção e era sempre o meu pai que me acompanhava e me
acalmava com a sua mão forte, me dizendo para pensar em coisas
boas, no céu azul cheio de pássaros e aí o medo e a dor ficavam
mais toleráveis.
O seu assovio dizendo que era hora de voltar para casa, de
quando tocava Unicórnio na gaita (todo aniversário era
presenteada ao telefone com um "parabéns a você", do seu violão,
das suas gargalhadas, das idas à olaria para finalizar as
esculturas de argila, do dia em que lhe contei que estava
grávida, dos seus momentos de tristezas que tantas vezes
presenciei e me fizeram chorar e me aproximar cada vez mais
dele, torcendo imensamente para que um dia ele encontrasse a
paz, a alegria, a vontade de viver e de realizar os seus sonhos,
que felizmente ele conseguiu concretizar ao lado da Norma, como
a viagem à Itália e à Espanha.
Sempre ouvi dizer que eu era a filha que mais se parecia
fisicamente com ele, mas o que eu mais queria mesmo é ter
herdado a sua integridade, honestidade, sensibilidade e vontade
de viver, mesmo diante das adversidades da vida.
Ele provou ser um guerreiro, pequeno na estatura, mas GRANDE,
IMENSO na sua grandeza como ser humano, um irmão querido e
amoroso, um profissional respeitado, um amigo fiel e um marido
companheiro.
Passou pela vida e deixou a sua marca, não há quem não lembre do
meu pai com carinho, não há quem não tenha um história para
contar, uma lembrança emocionada da sua passagem por aqui.
Se mil vezes voltar, mil vezes quero tê-lo como pai.
Meu pai não morreu, transcendeu!
Um beijo a todos.
Sua sobrinha,
Suzana