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SEXTETO FORMADO POR:
Deth Haak - “A Poetisa dos Ventos”,
Mário Osny Rosa, Cecília Carvalho,
Bernardino Matos,
Tarcísio R. Costa e Maria Regina Moura Ribeiro

6- EU TAMBÉM SOU POETA....
Maria Regina Moura Ribeiro
São Paulo, 11 de
janeiro de 2007
www.corujando.com.br
Eu também sou poeta
mas ainda uma poetinha que sabe apenas falar...
Isto porque eu coloco meus sentimentos em versos,
com muita facilidade e sem pensar em mais nada...
Não me importam as regras gramaticais
ou se vou chocar algumas pessoas.
Apenas penso em "ouvir" e "lavar" a minha alma.
Mas eu queria mesmo ser uma grande poeta,
aquela que cria e as letras saltam do papel.
Com as rimas perfeitas e tudo mais....
Fico feliz quando sou elogiada,
mas nem um pouquinho triste
quando me ensinam a arte de versejar.
A vida é um eterno aprendizado
e estou aprendendo depressa,
afinal tenho somente 62 anos...
Mas e falar a poesia... também não é poetar?

05) DEPOIMENTO DE MIM POETA
Tarcísio R. Costa
Sou assim...
Em todas as manhãs, como uma devoção,
Recolho-me ao meu interior.
Faço uma breve, mas profunda reflexão,
Depois olho para o mundo distante,
Pela janela do meu coração.
É um momento de emoção
E de paz...
Rezo ao meu santo protetor,
Que abençoe essa nossa natureza,
Que nos prados se multipliquem as flores,
Que entre os homens proliferem amores,
Que a vida se torne a prática
de uma oração.
Sou assim...
Um ser que esconde no coração muito amor,
Embora com falhas, como os acidentes dos caminhos.
Sou como a brisa e a borboleta, tenho os meus carinhos...
Venero as coisas sagradas, como o néctar da flores,
Embora carregue, na alma, muitas incertezas,
Os meus olhos extasiam-se com as belezas
Da variedade das cores.
Sou assim...
Tenho na saudade a fonte da minha inspiração,
Vejo no presente o reflexo do passado,
Quando fui, por tantos e tantos, amado,
Isso está indelével no meu coração.
Hoje, minha vida continua assim...
Com amor, mesclado de sonhos e ansiedade,
Por que procuro e não encontro na minha verdade,
Explicação dessa vida de efêmeras e enigmáticas ilusões,
Por isso, nela são geradas perenes confusões,
Que tentam destruir os meus ideais...
Isso desanima, mas a minha alma alcança,
A fonte da alegria, e muito mais,
A virtude da esperança.

04) EU QUASE NASCI POETA!
Bernardino Matos
Fortaleza, 07/01/07
Eu também nasci assim,
com esse coração bobo,
sem saber lutar com lobo,
mas sem ter pena de mim.
É quase igual meu ritual,
rezo sempre ao acordar,
agradeço poder andar,
e sentir meu visual.
E em cada amanhecer,
agradeço a beleza,
que reflete a natureza,
e harmoniza meu viver.
Sinto Deus em toda parte,
no desabrochar da flor,
nesse quadro multicor,
em sua obra de arte.
E parto para o trabalho,
vendo em cada semblante,
um sinal inquietante,
de quem procura um atalho.
E me vejo mergulhado,
nessa humana condição,
repleta de aflição,
e me sinto amargurado.
Eu tento me desligar,
desse centro de conflito,
mas quanto mais eu reflito,
mergulho nesse penar.
Retomo minhas lembranças,
meu caminho percorrido,
que apesar de aguerrido,
afetou minhas andanças.
Não tenho do que reclamar,
se tive decepções,
foi por viver emoções,
e por um amor lutar.
E sei que será assim,
no meio de tanta dor,
apesar de tanto amor,
esse lutar não tem fim.
Malgrado as ansiedades,
as respostas incompletas,
de não atingir as metas,
eu canto minhas verdades.
E por sentir a tristeza,
e por falar de ternura,
por viver sem amargura.
não sonho com incerteza
E se eu canto a dor em verso,
e o que a alma afeta,
é que sem ser um poeta,
sinto a dor do universo.
Esse é meu depoimento,
um pouco de mim poeta,
e mesmo sem ser profeta,
tenho Deus no pensamento.
03) EU TAMBÉM SOU ASSIM POETA
*** Labirintos da Alma ***
Cel (Cecília Carvalho)
Sou assim...
Eu também poeta,
"Em todas as manhãs, como uma devoção,
Recolho-me ao meu interior.
Faço uma breve, mas profunda reflexão,
Depois olho para o mundo distante,
Pela janela do meu coração.
É um momento de emoção
E de paz..."
"Eu também nasci assim,
com esse coração bobo,
sem saber lutar com lobo,
mas sem ter pena de mim..."
Mas todas as manhãs,
eu sempre peço e entrego meus filhos
a Deus
e fico confiante e feliz
porque eu sei que DEUS me ouve e atende ...
Sou assim ...
Sabe poeta, eu também sou assim,
talvez a diferença,
é que a vida inteira eu tenha sido uma "anta"
sempre esqueci de mim
sempre pensei mais nos outros
não importava o sacrifício
eu fazia ...
E aí vivi a vida inteira assim ...
meus amores,
o "ex-marido"
meus filhos
amigos e colegas
sempre assim,
primeiro eles e depois a mim ...
Sabe poeta,
hoje sou uma mulher madura,
uma "quase senhora"
guerreira, durona,
que abraça o dia com energia
mas se entrega à noite
sem forças, cansada
mas sabe poeta,
eu sou uma mulher "quase feliz"!
Sabe poeta, cada dia me ferem
e eu sofro, calada
não reclamo, nem choro mais
você nem imagina como me dói
afinal, que fiz eu de errado
onde foi que eu errei ?
Ah poeta,
coloca seu ouvido em meu peito
será que ainda bate aquele coração
que tanto queria ser feliz ???

02) NO EMBALO DA POESIA
Mário Osny Rosa
São José/SC 6 de janeiro de 2.007.
morja@intergate.com.br
www.mario.poetasadvogados.com.br
A vida é uma poesia
Na rota de viver.
Na mais bela harmonia
Tudo pode acontecer.
Se a vida não for poesia
Peça logo para morrer.
De nada vale a alegria
Não vale a pena viver.
Até no gerar a vida
Naquele ato de amor.
Quando ela convida
Com todo aquele ardor.
É escrevendo a poesia
Que um dia vou morrer.
Cantando com euforia
Em outra dimensão viver.

01) ASSIM SOU!
Deth Haak - “A Poetisa dos Ventos”
1/10/2006
Cônsul poetadelmundo RN
SPVA-RN: Sociedade dos poetas vivos e afins do RN
Eu sou o lirismo da poesia
Flano nas asas do encanto
Sou do esboço o que frisa
As linhas pautando o canto
Os versos soltos na brisa
Embalados no acalanto.
O amor que freme e avaliza
Que trás a dor trás o pranto
O orvalho que a noite matiza
O clamor da Potioca ao santo...
Sou o trançar das melenas
Nos caracóis do Morro da Careca
Poeto vento e não sou pequena
Sou a aragem que depreca
A Cultura nordestina!
Sou Nizia sou Alzira
Sou Mulher de muita estima
Dou meu sangue se na ira,
Quando a Lírica é matutina
Sonhando luzir na confraria...
Sou a musa de Orfeu prosa
Verso Dante sem alvorada
Por Lorca me fiz granada,
De Luxemburgo sou a Rosa
Sou a meretriz desprezada
O rosário da beata caridosa
A promiscuidade da calçada
O vagão sem freio na roda.
Sou avulte da lua orgulhosa
“A Poetisa dos ventos” a rajada...

Para ser grande, sê inteiro.
Nada teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa.
Põe quanto és no mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda brilha,
porque alta vive.

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