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Solidariedade é Participação...
Arnaldo Pereira Ribeiro
São Paulo, 16 de novembro de 2006
Definida como um sentido moral que vincula o indivíduo à vida, aos
interesses e às responsabilidades de um grupo social, de uma nação
ou da própria humanidade, essa palavra já foi usada, politicamente,
como nome de sindicato (Solidarność), granjeando a simpatia
internacional para a luta pela democratização da Polônia. Seu líder,
Lech Walesa, ganhou o Premio Nobel da Paz em 1983 e, mais tarde, foi
eleito presidente da república. Jovens do mundo inteiro vestiam
camisetas com o nome do sindicato ao peito. De uma forma singela,
todos se consideravam solidários com a luta polonesa contra a
opressão.
O notável avanço das comunicações, com destaque para a internet, tem
produzido nas pessoas uma ampliação de sua “janela para o mundo”. As
guerras são mostradas ao vivo pela televisão, assim como tomamos
conhecimento imediato de catástrofes naturais, de genocídios ou de
epidemias. Chamados a colaborar materialmente para socorrer vítimas,
nos basta fazer uma ligação telefônica gratuita. Ficou fácil ser
solidário nas desgraças, não importa onde estiverem acontecendo.
Afinal, elas estão ali na nossa frente, na tela da televisão ou do
computador.
Estamos todos, em maior ou menor grau, nos tornando cada vez mais
sensibilizados para os problemas globais. Sonhamos todos com um
mundo melhor, sem miséria, sem epidemias, com educação, com
igualdade, sem poluição, com preservação ambiental, etc. Quem não
quer o bem da humanidade?
A vida moderna, enquanto desenvolve nossa “solidariedade global”,
parece reduzir nossa preocupação com o próximo “mais próximo”.
Estamos cada vez mais distantes dos nossos próprios vizinhos,
prisioneiros que somos de nossos domicílios, reféns que somos de
nossos automóveis. Mais fácil encontrar um vizinho no clube, no
“shopping” ou no posto de gasolina do que na própria vizinhança. E é
justamente aí que o problema se desenvolve. Por falta do “convívio
de vizinhança”, deixamos de saber da vida dos outros. É isso mesmo!!
Na maioria das vezes preferimos não saber da vida dos outros! E os
outros são nossos vizinhos, nossos próximos “mais próximos”, que
deveriam ser nossos amigos. Por não saber da vida deles, não nos
fazemos presentes quando eles mais precisariam de nós.
Ser solidário com aqueles que estão em nossa volta representa um
pouco mais. Exige nossa disponibilidade para participar, exige nosso
interesse em pertencer à comunidade que nos cerca, exige nossa
vontade de servir. Mais do que vestir uma camisa ou apoiar uma
causa, trata-se de partilhar objetivos, encarar responsabilidades e,
acima de tudo, fazer amigos.
************
Queridos amigos,
Obrigada
pelo apoio e carinho que recebi em cada mensagem de vocês.
O Selo da
Solidariedade que enviei além de uma premiação
serviu
para registrar de forma carinhosa,
o quanto
me fez bem saber que posso contar
com tantos
amigos especiais em minha vida.
Abraços da
amiga de todas as horas,
Regina
Ribeiro
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