Em festa de São João, na maioria das regiões
brasileiras, não faltam fogos de artifício, fogueira,
muita comida (o bolo de São João, principalmente
nos bairros rurais é essencial), bebida e danças
típicas de cada localidade.
No nordeste, por exemplo, esta festa tem um peso tão grande
que no dia 23 de junho, depois do meio dia, em algumas localidades
ninguém mais trabalha. Sítios, fazendas, ruas, estão
preparadas, com bandeirolas coloridas, para a grande festa da
véspera de São João.
Prepara-se a lenha para a grande fogueira, deixa-se ao seu lado
batata-doce, mandioca, cebola do reino, milho; para posteriormente
serem assados por suas chamas.
É em torno desta que se sentam os familiares de sangue
e de fogueira.
A variação da fogueira varia de lugar para lugar,
podendo ser quadrada, piramidal, empilhada... quanto mais alta,
maior é o prestígio de quem armou.
A madeira a ser utilizada também varia bastante dependendo
da localidade: pinho, peroba, maçaranduba, piúva.
As madeiras do tipo de cedro nem imbaúba, geralmente não
são queimadas, bem como as ramas da videira, por terem
uma relação estreita com a passagem de Jesus na
terra.
Junto à fogueira são lançados balões
que levam, segundo os devotos os pedidos para o santo.
Neste sentido, se o balão se queimar, seu desejo não
será realizado.
Quando a fogueira começa a queimar, o mastro, que recebeu
a bandeira do santo homenageado, já se encontra preparado.
Pode-se desta forma, levantá-lo enquanto são feitas
preces, pedidos e simpatias:
"São
João Batista, batista João
levanto a bandeira co livro na mão,
o nosso corpo e uma podridão,
no fundo da terra,
no centro do chão.
São João adormeceu
No colo de sua tia.
Se meu São João soubesse
Quando era seu dia
Descia do céu na terra
Cum bandeira de alegria".
Findando
o levantamento do mastro, tem início a queima de fogos,
soltam-se os busca-pés, bombinhas...
A arvorezinha, também denominada como mastro, que é
plantada em frente às casas e, no lugar da festa, é
plantada perto da fogueira; encontra-se enfeitada com laranja,
milho verde, coco, presentes, garrafas...
A cerimônia do batismo simbólico de São João
Batista é essencial na tradição desta festa,
mesmo que, em alguns lugares ela tenha deixado de ser praticada
hoje em dia. Os devotos se dirigem ao rio, cantando com bastante
entusiasmo:
"Vamos,
vamos,
toca a marchar,
N'água de São João
Vamos nos lavar..."
E,
na volta após o banho coletivo, se dirigem ao terreiro
cantando:
"
N'água de São João me lavei
Toda mazela que tinha deixei!... "
Ou
ainda, trazendo em suas cabeças grinaldas de folhagens:
"
Capelinha de melão
É de São João
É de cravo e de rosa
É de manjericão..."
Porém
a prática do banho varia de uma região para outra.
Por exemplo, no Mato Grosso, não são as pessoas
que se banham nos rios, mas sim a própria imagem do santo
que banhada.
Outra variação desta cerimônia é encontrada
no Norte do Brasil.
Nesta região, principalmente no Belém do Pará
e Manaus, o "banho de cheiro" já faz parte das
tradições juninas.
A preparação do banho de São João
inicia-se alguns dias antes da sua festa.
Os ingredientes para o banho, como: os trevos, ervas e cipós,
são pisados e as raízes e paus ralados dentro de
uma bacia ou cuia com água, sendo guardados em garrafas
até a hora do banho.
Chegada a hora da cerimônia, joga-se a água limpa
pelo corpo e esfrega-se com os ingredientes.
Acredita-se
que este banho tem o poder mágico de trazer muita felicidade
às pessoas que o praticam.
As
danças regionais, o som das violas, rabecas e sanfonas,
o banho do santo, o ato de pular a fogueira, a fartura de alimentos
e bebidas; compõe a festa de São João e transformam-na
em uma noite de encantamentos, que inspira amores e indica a sorte
dos seus participantes que pisam, no fim da festa, na brasa da
fogueira para demonstrarem sua devoção.

São João Batista, santo católico,
primo de Jesus Cristo, nasceu a 24 de junho e morreu a 29 de agosto
do ano 31 d.C., na Palestina; tendo sido degolado por ordem de
Heródes Antipas, a pedido da sua enteada Salomé,
pois a pregação do filho de Santa Isabel e São
Zacarias incomodava a moral constituída na sua época.
Antes mesmo de Jesus, Batista já pregava publicamente às
margens do rio Jordão.
Destacando-se por seu jeito áspero e intolerante de ser,
instituiu a partir da prática de purificação
através da imersão na água, o batismo, tendo
inclusive batizado o próprio Cristo nas águas deste
rio.
O dia 23 de junho, véspera do nascimento de São
João e quando são iniciados os festejos, é
esperado com especial ansiedade e segundo Frei Vicente do Salvador,
um dos primeiros brasileiros que escreveu a história da
sua terra, já no ano de 1603 os índios acudiam todos
os festejos portugueses, em especial o dia de São João
por causa das fogueiras e capelas.
A importância de São João fica bastante clara,
quando percebemos que dentre os santos do mês de junho,
ele teve o poder de dar ao mês o seu nome (mês de
São João) e qualificar de "joaninas" as
festas realizadas no decurso dos seus 30 dias.
São João é muito querido por todos: moças,
velhas, crianças ou homens, seja para fazerem de oráculo
nas adivinhações ou para festejarem pirotecnicamente
com fogos de artifício, tiros e balões coloridos,
além dos banhos coletivos pela madrugada.
São
inúmeras as lendas relativas a este santo e a tradição
da sua festa: fogueira acesa à porta de cada casa para
relembrar a fogueira que Santa Isabel acendeu para avisar Nossa
Senhora do nascimento do seu filho, por exemplo.
O
São João, segundo a tradição adormece
no seu dia, pois se estivesse acordado vendo as fogueiras que
são acesas para homenageá-lo, não resistiria:
desceria à Terra e esta correria o risco de incendiar-se.

São
João,
filho do sacerdote Zacarias e de Isabel - parenta próxima
de Maria, mãe de Jesus - segundo o testemunho de São
Lucas nasceu numa cidade de Judá. Chamaram-no 'Batista'
pela importância que, em seu ministério, emprestou
ao batismo, e 'o Precursor' porque pregou imediatamente antes
de Cristo, anunciando-o.
O relato evangélico sobre São João reflete
bem o ponto de vista da primitiva Igreja palestinense, que insistia
em apregoar uma grande afinidade entre João e Cristo.
Esta, contudo, não parece ter sido muito grande.
A existência de discípulos de João Batista,
em Éfeso (At 18, 25 e 19, 3), parece mostrar um paralelismo
de pregação e não uma convergência.
A estima de Cristo por João era grande (Mt 11, 7 e ss.).
Iniciou suas atividades religiosas no ano 15 do imperador Tibério,
pregando nas margens do rio Jordão.
Segundo os Evangelhos, João Batista alertava o povo para
a aproximação da vinda do Messias e insistia na
preparação pela penitência, para esta vinda.
Flávio Josefo, historiador judeu do séc. I, diz
que João praticava um ritual de purificação
corporal por meio de imersão na água, significando
mudança interior de vida.
Sua missão termina com o encarceramento na fortaleza de
Maquerunte, onde foi degolado por ordem de Herodes Antipas.
Sua festa, a 24 de junho, é como que a convergência
de certos cultos agrícolas, de elementos dionisíacos
e de cultos solares germânicos e celtas.
A tradição popular da festa de São João
representa o elemento sincrético-cristão desses
rituais pagãos.
Festa Litúrgica: 29 de Agosto
Com satisfação lembramos a santidade de São
João Batista que pela sua vida e missão foi consagrado
por Jesus como o último e maior dos profetas: " Em
verdade eu vos digo, dentre os que nasceram de mulher, não
surgiu ninguém maior que João, o Batista...
De fato , todos os profetas, bem como a lei, profetizaram até
João.
Se quiserdes compreender-me, ele é o Elias que deve voltar
"
(Mt 11, 11- 14).
Filho de Zacarias e Elisabete, João era primo Jesus Cristo,
a quem precedeu como um mensageiro de vida austera, segundo as
regras dos nazireus.
São João Batista de altas virtudes e rigorosas penitências,
anunciou o advento do Cristo e ao denunciar os vícios e
injustiças deixou Deus conduzi-lo ao cumprimento da profecia
do Anjo a seu respeito:
"
Pois ele será grande perante o Senhor; não beberá
nem vinho,
nem bebida fermentada, e será repleto do Espírito
Santo
desde o seio de sua mãe.
Ele reconduzirá muitos dos filhos de Israel ao Senhor seu
Deus e ele, mesmo caminhará à sua frente..."
( Lc 1, 15).
São João Batista desejava que todos estivessem prontos
para acolher o Mais Forte, por isso sem moralismo, mas impelido
pela missão profética denunciou o pecado do governador
da Galiléia Herodes, que escandalosamente tinha raptado
Herodíades - sua cunhada - e com ela vivia como esposo.
Preso por Herodes Antipas em Maqueronte, na margem oriental do
Mar Morto, aconteceu que a filha de Herodíades encantou
o rei e recebeu o direito de pedir o que desejasse, sendo assim
proporcionou o martírio do Santo, pois realizou a vontade
sua vingativa mãe: - Quero que me dês imediatamente
num prato, a cabeça de João, o Batista" ( Mc
6,25)."

http://www.filhosdedeus.hpg.com.br/santos/st2_06.htm
http://catolicosanonimos.hpg.com.br/
http://www.festajunina.com.br
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