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Que neste Natal a Paz, a União e o
Amor reinem em todos os corações!
Raquel Caminha
Lindinha




















Antes de ler o poema em que desejamos
a todos
Um Feliz Natal,
eu e Bernardino queremos
prestar a nossa saudosa homenagem
aos nossos queridos que já estão passando o
Natal ao lado do nosso Pai Celestial.
São eles:
Lucas
(meu menino que nunca esqueço, saudades sempre)
nº. 206
Valeriano Luis
Nosso amigo e grande poeta
que nos deixou uma saudade sem fim.
nº. 207
Sandra
Minha amiga guerreira, muitas saudades.
nº. 208
Nilson Mattos
Outro grande mestre da poesia, saudades
nº. 209
Humberto
Amigo, brincalhão, da paz ele costumava me chamar de
princesa Lindinha, saudades eterna
nº. 210
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UM NATAL DE PAZ E UNIÃO!
Bernardino Matos.
“Onde está o nascido Rei dos Judeus”? Vimos,
sua estrela no oriente e viemos adorá-lo”. A fé
profunda dos três Reis Magos, logo sentimos,
“E tu Belém, Terra de Judá”, a primeira Sé.
Os magos pertenciam a uma das seis tribos
dos medos, astrólogos, sacerdotes e adivinhos,
durante nove meses,viajaram sempre seguidos,
por um anjo protetor, o guia de seus caminhos.
Largaram tudo, seguindo apenas aquele clarão,
da estrela guia, que sobre a manjedoura parou,
indicando o nascimento do Messias, a redenção,
reverenciaram-no, a profecia, enfim, se realizou.
Melquior, o mais velho, três libras de ouro doou,
era o presente dado aos Reis, Jesus, Rei de Judá.
Gaspar, três libras de incenso, aos céus entoou,
sua oração, tendo aquele estábulo como um altar.
Baltazar, um preto, de barba cerrada, seu presente,
foram três libras de mirra, pois Jesus além de Deus
era homem, sujeito à morte, como nós, padecente,
assumiria a condição humana,a dor dos filhos seus.
Os Magos avisaram a Herodes que o Rei de Israel,
acabara de nascer em Belém, conforme a profecia,
o que gerou a primeiro receio, que destilou o fel,
do medo da perda do poder, a perseguição se inicia.
Herodes ordenou a matança de crianças inocentes,
para impedir que a profecia se realizasse, diante,
da ameaça de um poder terreno, e de insurgentes,
face ao ódio crescente ao seu poder degradante.
O que é sublime nesse acontecimento que nos toca,
é a fé, a humildade, pois se tratava de uma criança,
nascida num estábulo, entre animais, o que coloca,
o cerne da verdade divina, a força de nossa esperança.
Considerando nossa atual escala de valores culturais,
largaríamos tudo, nosso conforto, nossa segurança,
para venerarmos uma criança em meio aos animais,
filha de um carpinteiro, pobre, após longa andança?
Seria tamanha a nossa fé, nossa crença na Escritura,
nosso desapego aos bens materiais, à nossa riqueza,
para trilharmos uma rota desconhecida à procura,
da verdade eterna, deitada num estábulo, indefesa?
Esse foi o maior testemunho de fé dado pelos Magos,
que nesse Natal possamos revisar os nossos valores,
afastar nossos medos, em vez de agressões só afagos,
em vez de ódios, angústias, perdão, carinhos, amores.
Dois mil e seis anos se passaram, Jesus viveu 33 anos,
percorreu as regiões da Galiléia, da Judéia, deixou,
sua mensagem àquele povo subjugado pelos romanos,
pregou o amor, fez curas miraculosas, nos resgatou.
E, aqui estamos, para agradecer, não para cobranças,
para louvarmos, para depositarmos como oferendas,
nossa história, nosso percurso, nossas esperanças,
nossos amores, nossos carinhos e nossas contendas.
O Senhor sabe no detalhe estampado na fisionomia,
de cada rosto que aparece nessa Galeria, acompanhou,
os momentos de cada um, acolheu cada dor e agonia,
aparou cada lágrima, cada decepção, também chorou.
Nessa árvore depositamos todos os nossos sofrimentos,
nossas perdas, nossas doenças, nossos entes queridos,
que estão em cadeiras de rodas, desolados, sedentos ,
de vida, de carinho, de afeto, amargos de tão sofridos.
Estão conosco nessa galeria todos os entes queridos,
que já partiram e que, ao seu lado, cuidam de nós,
sorriem nos bons momentos e choram nos sofridos,
acompanham nossos passos, não nos deixam sós.
Queremos ofertar-lhe a meiguice de nossas crianças,
a juventude de nossos filhos crescidos, as ansiedades,
dos que planejam suas vidas cheias de esperanças,
nossos cabelos brancos, reflexos de nossas saudades.
Senhor, esse foi um ano difícil, de incompreensões,
de radicalismos, de vaidades feridas, de leviandades,
de falta de respeito ao ser humano, de frias agressões,
de orgulho ferido, de descasos, de falsas veleidades.
Faltou humildade, solidariedade, reconhecimento,
do talento de muitos, sinceridade nas observações,
deixamos de transmitir nosso apoio e nosso alento,
àqueles que queriam expressar suas nobres emoções
Mas, como o Senhor aguarda até o momento final,
um gesto de arrependimento, um pedido de perdão,
para acolher cada filho seu, de joelhos, nesse natal,
pelos nossos deslizes, esse poema é a nossa oração.
Natal é renascimento, esse é um momento de fé,
que possamos esvaziar e purificar nossos corações ,
que sejamos irmãos, não competidores, e de pé,
selemos um pacto de amizade, eis nossas orações.
Fortaleza, 25 de dezembro de 2006

imagens:
Raquel Caminha
edição:
Marcia Salgado
hospedagem:
Corujando Dia e Noite
midi: natal - noite feliz |