Bernardino, obrigada pelo lindo poema e por ter me colocado nele. Agradeço a Deus ter-me colocado no seu caminho e daqui não saio mais.

Lindinha, obrigada amiga, seu marido é uma pessoa especial.

Regina Ribeiro do  www.corujando.com.br a coruja que não enferruja.

 

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MEU ÚLTIMO POEMA!

Bernardino Matos

 

Todos os dias ao despertar, agradeço,

ter amanhecido. Considero o novo dia,

como o último a ser vivido. Esqueço,

o tempo passado, sigo a estrela guia.

 

Faço minha última prece, declamo,

meu último poema, parto pra lida,

contente, a fé em Deus eu proclamo,

assumo feliz esse meu resto de vida.

 

Do poema não faço a última linha,

pois a conclusão, o  seu ponto final,

Deus o fará, nessa história  minha,

que o acolha com afeto paternal.

 

Sendo o último cada dia pra viver,

minha prece matinal é de louvor,

pela beleza do sol que nos irradia,

pelo ar matinal sempre acolhedor.

 

Fixo-me nos detalhes ao meu redor,

na leveza do desabrochar da flor,

no orvalho, da planta o seu suor,

no mar, sua exuberância e fulgor.

 

Nas ruas, me fascina ver o colorido,

dum jardim, uma árvore frondosa,

vejo que na vida tudo tem sentido,

existir é uma dádiva maravilhosa.

 

Faço dentro de mim uma incursão,

e percebo o quanto fui aquinhoado,

não carrego a marca da exclusão,

não mendigo, nem sou um renegado,

 

Não nasci cego, não tenho paralisia,

não sou menino de rua, me formei,

não sou deficiente, tive mais alegria,

do que tristeza, sorridente partirei.

 

Recebo tantas mensagens otimistas,

na Net, tantos gestos de carinho,

tantas poesias lindas e intimistas,

jamais caminhei na vida sozinho.

 

Eu sinto, de verdade um amor imenso,

por todos, mas acho um temeridade,

 nomeá-los, pois Deus lê o que penso,

e sabe que isto provocaria ansiedade.

 

A AVSPE, o melhor acontecimento,

de 2006, me acolheu com respeito,

com dignidade, com sentimento,

aceitou que rimasse do meu jeito.

 

Efigênia, sempre lutou pela arte,

acolheu sem distinção os poemas,

muitos tentaram o seu descarte,

por inveja, por pobreza de temas.

 

O nome da doença é Esquizofrenia,

na crise ela asfixia por repetição.

insiste no plágio, é  sua  mania,

está sempre fugindo de perseguição.

 

O Grupo Ecos da Poesia aceitou,

meu modo de versejar, de falar,

direto, sem rodeios, valorizou,

um matuto que gosta de trovar.

 

Victor Jerônimo, um batalhador,

Mercedes, esposa e companheira,

também enfrentaram o dissabor,

de gente que não passa da porteira.

 

Anna Muller, um ser exemplar,

O Canto da Poesia, a Ciranda

de Letras, adoro seu declamar,

no seu recinto fico na varanda.

 

A Yara Nazaré que me ofertou,

um E-Book, linda formatação,

A Conta e o Tempo, ela editou,

poemas escritos com  emoção.

 

No seu Site Vida Transparente ,

Arneyde editou alguns duetos,

sempre me fez sorrir contente,

ao ver publicados meus sonetos.

 

A Maria José Zanine Tauil e seu,

Coração Bazar, Carlos Roberto

Lemberg,  Cecy & Poema, meu,

agradecimento franco e aberto.

 

No Cantinho da Lena deixei,

meu sentimento. Da Coruja,

Regina Ribeiro, sempre esperei,

seus poemas, essa jamais enferruja.

 

Agradeço a Coruja 13, Olga Maria,

pela juventude dos seus temas,

pelo encantamento de sua poesia,

pela variedade de seus poemas.

 

Meu carinho especial a Isadora,

uma jovem promissora, Kiarakris,

a Luiza Benício, cujo encanto aflora,

as mensagens de Florzinha me deixam feliz.

 

Nadir D´Onófrio, a grande Inês Marucci,

no Site do Tarcísio Costa, sempre deixei,

meus rabiscos, com ele o nordeste revivi,

fatos do sertão sofrido, comigo levarei..

 

A Família Borba, carinhosamente,

acolheu a mim e a Raquel , editou,

nossas biografias, singelamente,

nossos poemas no seu Site destacou.

 

Paulo Fuentes que me deu a mão,

como Tere,Thereza Mattos, Faffi, Augusta,

Meg Pelicano, Giovânia, Marcial, esse então,

esquecer de alguém, tremo, me assusta.

 

Joyce Lua , a meiga Cecília Carvalho,

a mestra Gislaine Canales, SU, o poeta,

Martinez, Vera Mussi, não sei se falho,

Tânia Lemke, objetiva, simples e direta.

 

Não quero, Senhor, nesse meu relato,

falar das injustiças, das agressões,

das mentiras, da crítica de um insensato,

do descaso, do desprezo, das omissões.

 

O Senhor deve sofrer com o desamor,

com a frieza com que alguns filhos,

seus tratam seus irmãos, com rancor,

faça-os repensar, entrar nos trilhos.

 

Qual a satisfação interior em destruir,

o nome de alguém, em desvalorizar,

sua reputação, qual o prazer de mentir?

Eu não percebo a alegria que pode dar.

 

Como pode se recostar num travesseiro,

e dormir tranquilamente  e até sonhar,

alguém que se dedica o tempo inteiro,

a provocar intrigas, a dividir e magoar?

 

Eu vou colocar, nesse meu último poema,

esse meu apelo para que nesse Natal,

cada um escolha o amor como tema,

a paz, o perdão, uma convivência cordial.

 

Não deixe de ficar na fila da Previdência,

para ajudar aqueles desvalidos, cansados,

de tanto esperar, sem ter a complacência,

do poder público e também dos abastados.

 

Alivie a dor dos que esperam ao relento,

um abrigo, um gesto de solidariedade,

de afeto, de respeito, algo  pro sustento,

afaste da Net, toda sorte de maldade.

 

Peço perdão por esse comportamento,

desumano, desleal, que mancha tanto,

sua obra, que só provoca sofrimento,

que nada acrescenta e tira o encanto.

 

Aproxime os casais desiludidos,

proteja os filhos desamparados,

devolva-lhes os sonhos perdidos,

faça-os viver como seres amados.

 

Leve a Net até os asilos, elimine,

a solidão dos velhos abandonados,

o amor os seres humanos redime,

se de carinho forem cercados.

 

Hoje, Senhor, é  esse o meu poema,

o derradeiro, se o Senhor se decidir,

a escrever a última linha nesse tema,

não tenha receio, eu aceitei  partir.

 

Não tenho contas a ajustar, antes,

do adormecer, não guardo rancor,

não conservo desafetos, os instantes,

finais serão de intenso e sincero amor.

 

Amo minha família, a ela me doei,

lutei bravamente, respeitei o espaço,

de cada um, a ninguém empurrei,

esperei minha vez, venci no cansaço.

 

Se existe alguma dor, é  a da saudade,

de minhas filhas, que estão iniciantes,

de Raquel, meu grande amor de verdade,

de meus amigos sempre tão  confiantes.

 

Jamais me servi da certeza do amor,

de alguém, para explorar seu afeto.

para negar afagos e lhe provocar dor,

esse peso não carrego no meu teto.

 

Assine com carinho esse atestado,

não magoei ninguém , não fiz chorar,

quem caminhou sempre ao meu lado,

se sofri, se chorei, foi de viver pra amar.

 

 

Fortaleza, 26 de novembro de 2006,

 

 

Formatado por

Raquel Caminha

 
 
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