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Bernardino, obrigada pelo lindo poema e por ter me colocado nele. Agradeço a Deus ter-me colocado no seu caminho e daqui não saio mais. Lindinha, obrigada amiga, seu marido é uma pessoa especial.
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MEU ÚLTIMO
POEMA! Bernardino
Matos
Todos os dias ao despertar,
agradeço,
ter amanhecido. Considero o novo
dia,
como o último a ser vivido.
Esqueço,
o tempo passado, sigo a estrela
guia.
Faço minha última prece,
declamo,
meu último poema, parto pra
lida,
contente, a fé em Deus eu
proclamo,
assumo feliz esse meu resto de
vida.
Do poema não faço a última
linha,
pois a conclusão, o seu ponto
final,
Deus o fará, nessa história minha,
que o acolha com afeto
paternal.
Sendo o último cada dia pra
viver,
minha prece matinal é de
louvor,
pela beleza do sol que nos
irradia,
pelo ar matinal sempre
acolhedor.
Fixo-me nos detalhes ao meu
redor,
na leveza do desabrochar da
flor,
no orvalho, da planta o seu
suor,
no mar, sua exuberância e
fulgor.
Nas ruas, me fascina ver o
colorido,
dum jardim, uma árvore
frondosa,
vejo que na vida tudo tem
sentido,
existir é uma dádiva
maravilhosa.
Faço dentro de mim uma
incursão,
e percebo o quanto fui
aquinhoado,
não carrego a marca da
exclusão,
não mendigo, nem sou um
renegado,
Não nasci cego, não tenho
paralisia,
não sou menino de rua, me
formei,
não sou deficiente, tive mais
alegria,
do que tristeza, sorridente
partirei.
Recebo tantas mensagens
otimistas,
na Net, tantos gestos de
carinho,
tantas poesias lindas e
intimistas,
jamais caminhei na vida
sozinho.
Eu sinto, de verdade um amor
imenso,
por todos, mas acho um
temeridade,
nomeá-los, pois Deus lê o que
penso,
e sabe que isto provocaria
ansiedade.
A AVSPE, o melhor
acontecimento,
de 2006, me acolheu com
respeito,
com dignidade, com
sentimento,
aceitou que rimasse do meu
jeito.
Efigênia, sempre lutou pela
arte,
acolheu sem distinção os
poemas,
muitos tentaram o seu
descarte,
por inveja, por pobreza de
temas.
O nome da doença é
Esquizofrenia,
na crise ela asfixia por
repetição.
insiste no plágio, é sua
mania,
está sempre fugindo de
perseguição.
O Grupo Ecos da Poesia
aceitou,
meu modo de versejar, de
falar,
direto, sem rodeios,
valorizou,
um matuto que gosta de
trovar.
Victor Jerônimo, um
batalhador,
Mercedes, esposa e
companheira,
também enfrentaram o
dissabor,
de gente que não passa da
porteira.
Anna Muller, um ser
exemplar,
O Canto da Poesia, a
Ciranda
de Letras, adoro seu
declamar,
no seu recinto fico na
varanda.
A Yara Nazaré que me
ofertou,
um E-Book, linda
formatação,
A Conta e o Tempo, ela
editou,
poemas escritos com
emoção.
No seu Site Vida Transparente
,
Arneyde editou alguns
duetos,
sempre me fez sorrir
contente,
ao ver publicados meus
sonetos.
A Maria José Zanine Tauil e
seu,
Coração Bazar, Carlos
Roberto
Lemberg, Cecy & Poema,
meu,
agradecimento franco e
aberto.
No Cantinho da Lena
deixei,
meu sentimento. Da
Coruja,
Regina Ribeiro, sempre
esperei,
seus poemas, essa jamais
enferruja.
Agradeço a Coruja 13, Olga
Maria,
pela juventude dos seus
temas,
pelo encantamento de sua
poesia,
pela variedade de seus
poemas.
Meu carinho especial a
Isadora,
uma jovem promissora,
Kiarakris,
a Luiza Benício, cujo encanto
aflora,
as mensagens de Florzinha me deixam
feliz.
Nadir D´Onófrio, a grande Inês
Marucci,
no Site do Tarcísio Costa, sempre
deixei,
meus rabiscos, com ele o nordeste
revivi,
fatos do sertão sofrido, comigo
levarei..
A Família Borba,
carinhosamente,
acolheu a mim e a Raquel ,
editou,
nossas biografias,
singelamente,
nossos poemas no seu Site
destacou.
Paulo Fuentes que me deu a
mão,
como Tere,Thereza Mattos, Faffi,
Augusta,
Meg Pelicano, Giovânia, Marcial, esse
então,
esquecer de alguém, tremo, me
assusta.
Joyce Lua , a meiga Cecília
Carvalho,
a mestra Gislaine Canales, SU, o
poeta,
Martinez, Vera Mussi, não sei se
falho,
Tânia Lemke, objetiva, simples e
direta.
Não quero, Senhor, nesse meu
relato,
falar das injustiças, das
agressões,
das mentiras, da crítica de um
insensato,
do descaso, do desprezo, das
omissões.
O Senhor deve sofrer com o
desamor,
com a frieza com que alguns
filhos,
seus tratam seus irmãos, com
rancor,
faça-os repensar, entrar nos
trilhos.
Qual a satisfação interior em
destruir,
o nome de alguém, em
desvalorizar,
sua reputação, qual o prazer de
mentir?
Eu não percebo a alegria que pode
dar.
Como pode se recostar num
travesseiro,
e dormir tranquilamente e até
sonhar,
alguém que se dedica o tempo
inteiro,
a provocar intrigas, a dividir e
magoar?
Eu vou colocar, nesse meu último
poema,
esse meu apelo para que nesse
Natal,
cada um escolha o amor como
tema,
a paz, o perdão, uma convivência
cordial.
Não deixe de ficar na fila da
Previdência,
para ajudar aqueles desvalidos,
cansados,
de tanto esperar, sem ter a
complacência,
do poder público e também dos
abastados.
Alivie a dor dos que esperam ao
relento,
um abrigo, um gesto de
solidariedade,
de afeto, de respeito, algo pro
sustento,
afaste da Net, toda sorte de
maldade.
Peço perdão por esse
comportamento,
desumano, desleal, que mancha
tanto,
sua obra, que só provoca
sofrimento,
que nada acrescenta e tira o
encanto.
Aproxime os casais
desiludidos,
proteja os filhos
desamparados,
devolva-lhes os sonhos
perdidos,
faça-os viver como seres
amados.
Leve a Net até os asilos,
elimine,
a solidão dos velhos
abandonados,
o amor os seres humanos
redime,
se de carinho forem
cercados.
Hoje, Senhor, é esse o meu
poema,
o derradeiro, se o Senhor se
decidir,
a escrever a última linha nesse
tema,
não tenha receio, eu aceitei partir.
Não tenho contas a ajustar,
antes,
do adormecer, não guardo
rancor,
não conservo desafetos, os
instantes,
finais serão de intenso e sincero
amor.
Amo minha família, a ela me
doei,
lutei bravamente, respeitei o
espaço,
de cada um, a ninguém
empurrei,
esperei minha vez, venci no
cansaço.
Se existe alguma dor, é a da
saudade,
de minhas filhas, que estão
iniciantes,
de Raquel, meu grande amor de
verdade,
de meus amigos sempre tão confiantes.
Jamais me servi da certeza do
amor,
de alguém, para explorar seu
afeto.
para negar afagos e lhe provocar
dor,
esse peso não carrego no meu
teto.
Assine com carinho esse
atestado,
não magoei ninguém , não fiz
chorar,
quem caminhou sempre ao meu
lado,
se sofri, se chorei, foi de viver pra
amar.
Fortaleza, 26 de novembro de 2006,
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com art by Raquel
Caminha
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