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Clique no signo para ler como os nascidos
neste período "encaram" um chimarrão e se divirta...
SIGNOS
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Esse, acha que a cuia é dele! Tu tá
recém pondo a chaleira no fogo, e ele já tá ali, perguntando se tá
pronto. Esbaforido, sempre se queima, ou fica com a bomba entupida,
pois que não tem paciência pra esperar que a erva assente. Dá-lhe um
trancaço, diz que no Natal ele vai ganhar uma cuia só prá ele. Não
te preocupa, que é loco manso.

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Ele primeiro vê se a cuia é linda, no
más...
Depois, fica ali, acariciando a dita, com cara de libidinoso.
Como em geral, é guloso pra caraca, te passa o mate, mas fica te
olhando atravessado, e ruminando... como é do seu feitio. Não vale a
pena discutir com o bagual, pois além de cabeçudo, quase sempre é o
dono da cuia e da bomba.

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O vivente já entra no rancho falando e contando causo, trovando e
traqueando que é um inferno. Tudo com a cuia na mão. Até que o
povaréu começa a ficar nervoso. Conselho: antes que esfrie até a
água da térmica, saiam de fininho e vão tomar mate em outro lugar.
Ele nem vai notar.

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Esse já pega a cuia com ar de desolado, pois que a cuia lhe lembra a
mãe. De tão sentimental, às vezes, até chora, lembrando do primeiro
chimarrão (que a gauchada nunca esquece). Quando sente medo do
escuro, dorme com a cuia embaixo do travesseiro. E tem pencas de
cuias e bombas entupindo as gavetas... de recordação, ele diz.

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Loco e convicto, não é que me inventou de mandar gravar um brasão de
família na cuia e outro na bomba? Só toma chimarrão se tiver um povo
em volta pra ficar lhe olhando, e aí, aproveita, e desata a trovar e
a declamar, esperando que lhe aplaudam. Sempre é bom não contrariar.

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Primeiro, ele lava as mãos e todos os apetrechos, depois, confere se
a erva é ecológica, e por aí vai. Acha que, o certo mesmo, era cada
um ter a sua própria cuia, bomba e mate. Mas, por via das dúvidas,
carrega sempre um paninho que, discretamente, vai passando no bocal
da bomba. Como é metido a botiqueiro, e conhece todo tipo de erva
deste Rio Grande, enquanto mateia, vai dando receitas e curando, de
lombriga a esquizofrenia.

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Flor de fresco, chega a pegar a bomba com o dedinho levantado. Mas
compensa, pelo senso de justiça. Só toma o mate depois que todo
mundo já se serviu. Pra ele, matear, também pode ser sinônimo de
namorar; daí que, se prenda, só faz roda de mate com a indiada
marmanja, e, se marmanjo, põe açúcar e mel na cuia, e vai, todo
lampero, pro Brique, ver se atrai as mosca, quer dizer, as moça.

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Pega a cuia, e matreiro... sai de fininho para algum canto, remoendo
traumas, encucações e toda a sorte de loucuras. Sem essa de que
vingança é um prato que se come frio, pois que, na água quente do
amargo, fica tramando seus planos de vingança (inclusive, e
principalmente: Revolução Farroupilha, a revanche!). E, ai daquele
que não lhe passar a cuia. Outro que tem fantasias sexuais com a
cuia, com a bomba e com a térmica. Só não me pergunte quais.

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Em geral estrangeiro, pois sagitariano que é sagitariano, nunca está
em seu país de origem; aqui, no Rio Grande, pode ser um carioca,
paulista ou baiano que, sem entender nada de tradição, fica mexendo
o mate, com a bomba como se o amargo fosse um milk-shake. Conheci um
que queria misturar mate com fanta uva.

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Inventou o tele-chimarrão com pingo-boy e tudo, e o chimarrão de
negócios, o qual pratica toda a sexta-feira na sua empresa, que,
aliás, exporta cuia, bomba, erva e demais aparatos para a
gringolândia. Diz que já tá fazendo até inglês largar o chá e pegar
a cuia.

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Rebelde até a última cuia, acha que esse negócio de chimarrão tá
superado. Só não sabe pelo quê. Doido, mas metido a bonzinho, adora
um povaréu; daí que, convida todo o vivente que estiver passando,
pra sua roda de mate. Acha que se o chimarrão fosse servido na ONU,
o mundo seria outro.

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Inventou a leitura de cuia e recebe entidades durante a mateada. Se
desconhece o tipo de ervas que usa... mas, diz que faz roda de
chimarrão com os daqui e com os do além. Por isso, um conselho de
amigo: se a roda de chimarrão for em outra estância, que volte de
táxi.

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