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Que
importa se os anos passaram por nós
como
um turbilhão, indiferentes, implacáveis?
Que
importa se nossos filhotes, nossos tesouros,
criaram asas e se afastaram do nosso ninho para
construir os seus próprios?
Que
importa se os filhotes cresceram e já voam
mais
alto do que nós?
Que
importa se seu vôo é diferente do nosso,
mais
rápido, mais arriscado ou com mais evoluções?
Importa, sim, que eles voem com maestria e
se
emocionem com nosso aplauso.
Porque, contra a vertigem do tempo,
nos
abriga a felicidade.
Aquela mesma felicidade que tivemos ao
ensiná-los a voar.
Nesta
data de tão boas lembranças,
o
nosso beijo carinhoso e nossa certeza
de
muitas outras realizações pessoais.

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Dia e Noite
Regina
Ribeiro
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