"Cesar Augusto
ou melhor Cesaroca Muriçoca,

Filho meu, qualquer mãe e digo qualquer mesmo, só pode ter orgulho 
em ter um filho como você.
Não digo isso pelo seu sucesso profissional  que este muitas pessoas alcançam 
e nem por isso são pessoas  com magnetismo pessoal, confiáveis, 
amáveis, educadas, responsáveis, prestativas, exuberantes, etc.... etc... etc.

É pelo seu histórico de vida, as agruras da infância, 
a falta da figura paterna,  o trabalho que me tornava ausente,  o dinheiro curto e regrado. 
Por tudo isto, digo: é um milagre que você hoje seja: 
combativo, realizador, dinâmico, objetivo, criativo, ambicioso, vibrante, 
intenso, emotivo, charmoso, sensual, eficiente, lúcido, estimulante, equilibrado,
corajoso, leal, expansivo, talentoso,  dedicado, solícito, alegre, tolerante, 
entusiasta, justo, seguro, sociável,  generoso, prático, enérgico, etc.. etc... etc...

Até a rebeldia e desorientação da adolescência foram amenas, os ajustamentos para 
a vida adulta foram enfrentados  com poucos atritos. 
Segundo sua tia e madrinha, minha irmã gêmea Regina,  com nenhum atrito. 
Para ela, você é o rapaz mais perfeito  que existe na terra. 
Ah se todos tivessem uma pessoa que ama desta maneira  incondicional.........

Admiro sobremaneira em você: 
sua capacidade de luta por tuas opiniões  e teus direitos; seu talento que, 
mesmo na adversidade, sabe o que quer e o que deve fazer 
para concretizar os objetivos; 
seu ardente entusiasmo pelo novo,  mas que não exclui prudência, 
reflexão e moderação;  sua dedicação aos amigos  e a permanente disposição
para dar ânimo e energia  aos menos afortunados; 
sua capacidade de viver o momento  presente com aprumo, 
elegância e classe; 
seu destemor frente aos obstáculos, porque possui prudência para enfrentar
os riscos e coragem e vitalidade  para enfrentar as lutas;
a
té sua natureza impulsiva que  às vezes provoca alguns dissabores. 

Filho, se tenho algumas críticas, com certeza, é pelo meu lado 
de um profundo perfeccionismo. 
Talvez tenha interpelado demais todos vocês, mas as conseqüências disso não 
tomaram proporções desmesuradas. 
Recebo tantos elogios a seu respeito que já estou até achando que apesar
da mãe autoritária, crítica etc.. etc...  que Deus lhe deu, 
você sobreviveu com galhardia.

Sua mãe, apoio de todas as horas  e que sempre gostará de quem o fizer feliz."


Maria Helena ou melhor Gorda mãe
São Paulo, 11 de fevereiro de 2000