Celito Medeiros                       

04 de fevereiro de 2007          

 

Vivemos sob ameaça há muito tempo. No entanto, o mais importante é que convivemos com os ameaçadores, a arma do domínio e opressão sobre esta humanidade.
Ameaça religiosa e filosófica - Ameaça financeira - Ameaça Política - Ameaça de saúde - Ameaça do Meio Ambiente e tantas ameaças na cultura de um povo que sofre sendo monitorado pelos supressores e governado por seus asseclas.
Muitos poderiam me chamar de louco, mas ninguém poderia me chamar de insano. De fato, não sou normal, normal são os outros, os que dormitam e não percebem, se curvam e não lutam, não reagem!
- Não somos criaturas de ninguém, não somos pecadores como predizem, não temos culpa original em cartório, não seremos julgados a não ser por nós mesmos, não existe céu, inferno e purgatório que não seja construído por nós mesmos. Não somos menos poderosos do que qualquer outro deus. No entanto, estamos tendo muitas experiências para expansão de nós mesmos, a despeito de termos um corpo como via, como ferramenta, neste universo físico em que vivemos. Não dependemos de corpo para viver, mas dependemos dele para a comunicação física. Por certo é muito bom ter um corpo, e não nos foi dado, foi conquistado. Não nos enviaram para este planeta, foi nossa decisão. Muitos não se dão conta disto e estão deitados em berços não tão esplêndidos...
- Este é um planeta comercial, assim as finanças são muito importantes, especialmente para nossa dependência básica. No entanto, não precisamos de muito dinheiro para viver decentemente e infelizmente este pouco necessário, não é atributo para todos. Nesta linha, dinheiro nos faz felizes em muitas ocasiões e prefiro ser feliz com dinheiro do que sem ele. Felicidade sem conquistas não existe e é dela que obtemos novos planos, novas metas de vida.
- A política por mais que seja necessária, sempre temos menos resultados que nos favoreçam. Fazemos-nos representar, votamos em pessoas, nem sempre confiáveis e todos sabem, a grande maioria do povo Brasileiro não vota conscientemente, mas procurando vantagens pessoais imediatas. Por isto, temos os governantes que merecemos. São dos governantes as decisões que muitas vezes reclamamos, afinal, governam sob a mesma meta: O poder de mando, de status e conveniências.
- A saúde do povo é uma arma que poderá mantê-lo sob controle. Carregamos uma genética danificada e não percebem que isto foi causado no passado. Um ser humano tinha uma duração vida física de aproximadamente 42 anos aos tempos do Império Romano, avançamos para uma média acima de 70 anos, conquistamos pouco do que um corpo efetivamente poderia durar. Como suportar a vida em 300 anos com tanta doença, dissabores, momentos desagradáveis, dores e perdas?
- O próprio meio em que vivemos é motivo para alarmismos, dados falsos que contaminam uma população que não pensa, ao contrário, propaga o que lançam como verdade sem contestar, sem olhar para os dados estáveis que temos.
As afirmações que partem das pessoas lúcidas, esclarecidas e estudiosas, não são levadas em conta, apenas quando a notícia diz proceder de 'cientistas renomados'.
Nem mesmo os moradores da Amazônia percebem a malícia em afirmarem que por lá chove porque tem mata, tem umidade. Não se perguntam por que existe o período sem chuvas, de seis meses, quando a mata está no maior índice de umidade ou final das chuvas. Não se perguntam por que o verde que cobre o planeta não seja responsável como pulmão do mundo, visto que a fotossíntese se dá na folha e não no caule. Voa-se por este planeta e percebe-se o manto verde cobrindo tudo, é necessário localizar pontos em que não exista vegetação e se poderia localizar uma cidade ou um ponto de terra nua, mesmo nas montanhas rochosas.
Neste momento, assustam com as devassas que o meio ambiente poderia sofrer nos próximos anos. Reúnem-se para apavorar o povo, não indicam solução, mas o povo não percebe que o dito 'efeito estufa' é um dado que não possuí confiabilidade em como propalam. Por certo tivemos um rompimento na camada de ozônio, mas é muito certo que não foi nesta civilização, ou seja, foi há aproximadamente 75 milhões de anos, quando a vida neste planeta foi extinta devido à ação de uma grande explosão (Ah, Atlântida!). Também não se tocam que este foi de fato um 'Big Bang', não o começo de tudo, mas o fim da vida no planeta Terra. (Fogo não se propaga sem a presença de oxigênio). O recomeço se deu entre 10 e 20 mil anos atrás, mas o povo pouco ou nada sabe sobre isto, que para muitos é melhor 'deixar quieto'.
Procuram indícios de civilização em escavações, quando à flor da terra existem pistas de pouso e tudo o que restou - pedra sobre pedra, imensidões de construções para serem estudadas. Não explicam o por que de encontrarem cidades soterradas e cidades submersas... Preferem dar a autoria para esta civilização e de tantas construções como as Pirâmides, Machu Pichu, Ilha de Páscoa e todas as mencionadas em: Eram os Deuses Astronautas?, terem sido construídas pelos Egípcios, Incas, Astecas e Maias, mas não conseguem explicar como poderiam ter construído a pista de pouso no Equador e todas aquelas inscrições gigantescas nas pedras, algumas exatamente para indicar a localização de pouso nesta pista.
Então, tentam afirmar que as geleiras dos pólos estão agora derretendo, que, aliás, vem acontecendo há milhares de anos, ao mesmo tempo em que indicam altas temperaturas, mas recordes de frio estão acontecendo em diversas partes do mundo, estes dados, preferem não relacionar com o efeito estufa.
Por que desejam tanto encobrir o que aconteceu no passado com este planeta? Onde foram medidos os dois centímetros do nível do mar para comparativo dos últimos cem anos? Há cem anos havia condições destas medições? Foi na maré alta ou baixa? O mesmo caso se aplica nas medições de temperatura...
Sim, temos muito que fazer para impedir a poluição em nosso belo planeta Terra, mas temos principalmente que atacar sob a realidade e não alardeando dados dos quais não somos de fato culpados.
Por que os países que detém a tecnologia da energia nuclear desejam impedir que os demais a possuam? Por que não acabam com suas próprias ogivas nucleares? Por que não assinam os acordos de Meio Ambiente? Domínio - Supressão! Então espalham por aí que a culpa toda é da Camada de Ozônio, do Efeito Estufa! Céus, como pode um povo acreditar nisto?
- Insisto que temos graves problemas no meio ambiente e que devemos tomar responsabilidade por isto.
O Rio Tietê nada tem a ver com o efeito estufa, do mesmo modo que os favelamentos e lixos que rodeiam uma cidade. O lixo encontrado nas praias e locais públicos de grande movimento, nada tem a ver com a camada de ozônio, nem mesmo o lixo jogado da janela de um carro. Os assaltos e toda a violência não são filhos da camada de ozônio. Mas tem gente ganhando com tudo isto...
É como as toneladas de batatinha que foram jogadas no lixão por não ter preço comercial, quando tantos passam fome por tantos lugares. (Bela medida do prefeito de Guarapuava enviar caminhões às empresas e distribuir gratuitamente as batatas à população, mas foi um gesto político pelo assunto ter tido mídia). São exemplos assim que podemos perceber onde reside a dispersão da atenção do povo.
Comentam agora, que diminuíram as queimadas na Amazônia, não explicam que os cerrados sempre queimaram ao longo de milhares de anos, mas que agora, com a agricultura nos cerrados este espaço de queimadas não mais existe. Insistem em taxar os agricultores como culpados das derrubadas, não dizem que no cerrado não existem madeiras de corte, portanto, não derrubam árvores como desejam fazer pensarmos.
Sou colaborador do Greenpeace, mas não significa que tenho que concordar com todas as suas ações.
Respeito todas as religiões, mas não significa que tenho que me atrelar a elas.
É necessária a existência da política, mas não tenho que votar em quem eu não confie e muito menos aplaudir a quem eu não confie.
Sou um artista plástico, mas não preciso depender de galerias, marchand e museus. Sou um escritor, mas não tenho que ser um literato dependente de editoras. Sou um espírito e não tenho que ser absolutamente dependente de um corpo, se o tenho, devo fazer bom uso dele também. Meu corpo não é mais importante que minha honra.
Se tiver feito pouco, preciso fazer mais, por decisão e não por necessidade própria. Se tiver que apoiar alguma coisa, faço com convicção e não por modismos e, muito menos porque apregoam ser o correto, também tenho condições e parâmetros de julgamento.
Do que adiantou o discurso do Deputado Federal Gustavo Fruet em sua candidatura à presidência da Câmara? Todos nós sentimos que ele deveria ser o presidente, que seu discurso foi nosso próprio discurso. É exemplo suficiente para que entendam o que é domínio e supressão, de como funcionam as coisas para que o povo seja instrumento de uso e não de ação.
Perdemos aí bela oportunidade de levar ética à política, mas por certo, uma vitória de Fruet deixaria muita gente do meio político em situação desconfortável, não desejaram arriscar, não poderia arriscar, pois eles dificilmente arriscam...
E nós, ainda continuamos à mercê do medo que é imposto? Aliás, que retirem os impostos que também nos causam tanto medo.
As ações de meio ambiente começam em nossas casas, nossas ruas, nossos bairros, nossas praias, nossos rios, nossas matas, nossas cidades, nossos estados, nosso país, nosso planeta e nosso universo.
Não podemos defender o planeta se não fazemos isto com a base de tudo, bem ao nosso lado!
Quem não puder perceber isto, não perceberá porque outras áreas dominam, ditam e muitos calam. Então, para fazer alguma coisa, aliam-se ao que os governos desejam - dar ao povo algo com que se ocupar, enquanto se ocupam do que ao povo precisam ocultar.

De:
Celito Medeiros

http://www.celitomedeiros.com
Artista Plástico, escritor/poeta, engenheiro.
Academia de Cultura e Centro de Letras do Paraná
Embaixador Mundial da Paz (Gèneve Embassy – Suisse)
Cônsul dos Poetas del Mundo, Medalha Fernando Amaro (Curitiba).
Prêmio Talento do Paraná (Artes e Literatura)
Oscar Brasileiro (cinco vezes Super Cap de Ouro – SP)

 

Voltar para Corujando Dia e Noite

 

~ Webdesign by Marcia Salgado ~

 

Earth Mother - Owl Boreal (Coruja)