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Além dos limites de espaço e tempo
As Mandalas estão presentes nas rosáceas dos suntuosos vitrais
coloridos das milenares catedrais européias, nos calendários maias e
nos mais longínquos e monastérios tibetanos, onde servem de suporte
à meditação e como instrumento de contemplação. Também são
encontradas nas mais antigas inscrições e desenhos da humanidade.
Sempre, representam a totalidade do cosmos e o pertencimento do ser
humano a ele.
Neste depoimento, Maria Augusta Moura nos mostra o quanto a arte de
criar de quadros de Mandalas foi fundamental para reencontrar o
sentido da vida, em meio a uma profunda crise pessoal.
Constatar o fato de que tinha Retinopatia Diabética e me submeter a
constantes sessões de fotocoagulação a laser, que em nada
contribuíam na melhora da visão e sempre aumentavam os pontos cegos
– embora tivesse conhecimento de que adiavam o descolamento da
retina e a cegueira total –, me fez entrar em crise existencial,
agravada pela repentina e precoce aposentadoria por invalidez.
Percebi que cada tentativa de proceder com atividades cotidianas e
exercitar habituais tarefas de arte e lazer era frustrante. Até
mesmo um simples traçado com régua me parecia desconectado e com
sinuosidades: a faca na cozinha me cortava as unhas ou os dedos; até
minha barriga eu queimei por não atentar à proximidade da panela.
Tudo isto me levou a ter crises de autopiedade e desespero – as
limitações me faziam recuar diante da vida que construíra como uma
mulher forte e decidida que sempre fui.
A cada recuada que dava, mais me abatia. Até que veio a depressão,
que eu teimava em dizer que era apenas uma grande tristeza com
motivos reais e que de nada adiantaria tratar os sintomas, pois a
causa não desapareceria nunca. Muito pelo contrário, afirmava,
diabetes do tipo I, que tenho desde a adolescência, é uma doença
silenciosa, crônica e degenerativa, que de forma impiedosa vai
destruindo-nos. Mesmo tendo sempre seguido os tratamentos e dietas
recomendados, o implacável tempo se encarrega de trazer as
conseqüências. Uma delas, apenas uma, é a retinopatia.
O caminho da criatividade
Tentei por diversas vezes desenhar ou pintar algo com detalhes
pequenos e antes percebidos, vistos e apreendidos, mas não consegui.
Tentei ler, o que fazia antes com muita freqüência, mas só com as
lentes corretivas eu não conseguia. Então comprei uma lupa de
esteticista, que se coloca na cabeça, porém provoca muita dor. Foi
só juntando esta com um outro tipo de lupa e mais os óculos que
comecei a buscar desenhar e ler. Contudo, os pontos cegos
continuavam ali – eu vejo como se fosse através de um chuveiro.
Pensei muito, chorei muito e lutei muito para conseguir, de alguma
forma, voltar às atividades que me faziam sentir ser uma pessoa
útil, produtiva e feliz. Isto apesar de confundir ainda as letras,
números e traços, por não enxergá-los inteiro. Mas passei a
acreditar que eles estavam perfeitos, mesmo que eu não os visse
assim. Nesse processo, também passei a contar com a revisão final de
minha filha Cynthia, que apesar de seus compromissos, encontra
forças e tempo para me mostrar aonde falta tinta ou qualquer outra
falha nas minhas atividades, para que eu as corrija.
Sintonia e equilíbrio
Pintar é o que mais gosto
e o que me faz ter um resultado palpável e enriquecedor. E mesmo não
conseguindo trabalhar os detalhes, descobri nas mandalas uma maneira
de criar uma obra que servirá para ajudar os outros e a mim mesma.
Afinal, desde o estudo sobre o assunto e da concepção do traço e
cor, além do processo de execução propriamente dito, estou
promovendo a integração de meu Eu verdadeiro com o Eu que penso ser,
com limitações e com a consciência da vulnerabilidade e impotência
diante do mundo que até então eu pensava dominar.
Executar mandalas, que não é apenas arte me levou de volta à
sintonia e equilíbrio necessários para bem viver e deixar que os
próximos também o consigam.
A energia contida em uma mandala tende a se expandir para além dos
limites do espaço que a contém e do tempo que a sua frente está. Sua
energia fluirá ad eternun e nos beneficiará, se assim o quisermos.
Estes benefícios aparecerão, principalmente, se todos os dias
pararmos por alguns instantes à sua frente e olharmos, “com olhos de
querer ver”, para sua cor e seus traços, deixando fluir sentimentos,
recordações ou desejos.
Maria Augusta Moura
É bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais,
Auditora Fiscal da
Receita Federal aposentada e,
hoje, artista criadora de
quadros de mandalas.

Um Texto com uma breve história e algumas explicações sobre as
mandalas foi escrito por minha filha Cynthia, se faz necessário,
para o entendimento sobre suas propriedades e benefícios em tê-las
em sua casa, escritório, loja ou consultórios.
Brevíssimo histórico sobre as mandalas:
Mandalas criadas pela Artista:
As Mandalas criadas pela artista são as chamadas de cósmicas, que
representam a ordem e a harmonia existentes no universo e durante o
seu trabalho o psiquismo da pessoa se reestrutura internamente,
unificando-se na dualidade. Isto significa simplesmente que a
construção e a utilização de uma “mandala cósmica” nos ajuda a
liberar as nossas forças interiores de autocura, pois esse processo
é capaz de desencadear em nós, nos que nos rodeiam e no ambiente a
ordem e a harmonia no lugar do caos (desequilíbrio de energias
causadoras dos males psíquicos e físicos).
A artista em seu momento de criação faz a mandala como objeto único
da representação do todo (o Eu em comunhão com o Universo). Este
equilíbrio é representado ora pelos traços arredondados como energia
feminina e ora representado por traços angulosos e retilíneos como
energia masculina. Utiliza as cores de maneira a transmitir a
energia necessária para equilibrar e trazer o resultado esperado
para as pessoas e o ambiente onde será colocada. Em algumas vezes a
mandala tem predominância de uma cor, já em outras são várias cores
ao mesmo tempo. Outra característica do trabalho da artista é a
utilização de pedrarias (cristais e pedras de diversas cores) com o
intuito de limpar o ambiente e multiplicar as ondas energéticas
irradiadas pela mandala.
Portanto, a aplicação de mandalas em diversos ambientes:
residências, escritórios, lojas, consultórios estará intimamente
ligado à necessidade das pessoas e do ambiente sendo aplicada de
acordo com a influência das cores e suas propriedades
transformadoras. – todo trabalho com mandalas contribui para a
harmonia e o equilíbrio do ambiente, do indivíduo e das relações
interpessoais. A escolha do modelo depende do objetivo ao qual ela
será empregada.
A Importância das Cores nas Mandalas
Vermelho
A cor do amor, da atração, força e vitalidade. Pode ser usada para
dar energia a alguém que está diante de situações difíceis e
sente-se acuado. Para aumentar a paixão entre casais e o empenho em
tudo que se faz. Bom para negócios novos que precisam de agilidade e
constância de criatividade (novas idéias e rápida aplicabilidade).
Azul
A cor da paz, relaxamento, suavidade e paciência. Pode ser usada
para pessoas que estão passando por momentos de stress, com
características de inquietação, tensão ou simplesmente para acalmar
o ambiente e os que estiverem ali. Bom para consultórios, clinicas
de psicologia e outros negócios onde as pessoas externem problemas
,pois ajuda a colocá-los de maneira mais clara e calma
proporcionando uma auto-avaliação e respostas assertivas e racionais
sobre as possíveis resoluções.
Amarelo
A cor do pensamento, ativadora da mente e energizante. Pode ser
usada para estimular o aprendizado, revigorar as energias e para nos
manter alertas. Ideal para estimular os estudos e para pessoas com
algum problema de memória ou falta de concentração. Bom para
negócios educacionais e todo estabelecimento que lide com pensamento
e concentração. Estimula a conquista e por isso é usada em negócios
de vendas (conquista como aquisição de algo).
Verde
A cor da cura e saúde. Pode ser usada para diminuir problemas de
saúde, não esquecendo que o verde tem um pouco do azul e do amarelo
e trás consigo as características destas duas cores. Bom para
negócios como lugares de descanso, clínicas, hospitais,
consultórios.
Lilás
A cor da elevação
espiritual, bondade e harmonia. Pode ser usada por alguém que se
sente injustiçado sem motivo real, alguém em busca de explicações
sobre a existência e a religiosidade, não esquecendo que o lilás tem
um pouco do azul e trás consigo as características desta cor. Bom
para templos, lugares de retiro espiritual, consultórios de medicina
alternativa, lugares de descanso e tratamentos de desequilíbrio
mental.
Laranja
A cor da energia. É a
mistura de vermelho e amarelo e trás em si as qualidades de ambas de
maneira equilibrada. Boa para todos os ambientes se aplicando a
todos os tipos de negócio.
Branco
A cor que é a junção de todas as cores existentes na natureza.
Representa a explosão de energia equilibrada funcionando como
transformadora de qualquer desequilíbrio energético, muito usada
para energização de pessoas com depressão e falta de coragem para
começar algo. Purifica e equilibra o indivíduo e o ambiente. Bom
para qualquer ambiente e negócio.
O mais importante é que todas as cores podem trazer benefícios e
podem ser usadas em todos os ambientes havendo reserva apenas para
os lugares de descanso e a predominância das cores fortes de muita
energia ativa.
Cynthia Di Pierro

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