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Quando ouvi a matéria na TV mostrando as dificuldades pelas quais
passava a Associação dos deficientes visuais de Brasília – ABDV,
para se manter e continuar a fornecer aos seus associados o material
necessário para o desempenho dos estudos e outras atividades, tomei
uma decisão, aliás duas, uma foi a de me tornar colaboradora como
associada deficiente visual parcial que sou, e assim pagar uma
mensalidade para ajudar os mais necessitados e funcionários da ABDV
e uma outra, talvez um pouco ousada,, a de doar dez pinturas de
mandalas feitas por mim, para que ao serem vendidas o montante
apurado revertesse em benefício
da
ABDV.
Conversando com a Sra. Conceição, diretora financeira da ABDV e
deficiente visual total, muito tive a aprender e sentir o quanto eu
estava sendo vítima da minha própria ignorância do quanto se pode
fazer e o quanto se pode produzir com os olhos da alma, do coração,
dos dedos, de todos os outros sentidos, e também dos sonhos que
todos temos, independente de sermos agraciados com a saúde perfeita.
Já muito emocionada com as recentes descobertas, veio uma outra que
me deixou contente e impressionada, foi logo após a Sra. Conceição
ter dito que eu devia ter levado um quadro para que ela pudesse
vê-lo. Pensei um pouco em como poderia uma cega ver? “meu Deus”,
meus quadros são visíveis aos cegos, todos eles são demarcados nos
contornos com tinta relevo ou massa acrílica, além de serem
trabalhados com pedras, vidros, espelhos, sementes, e outras coisas
palpáveis, mas que foram ali colocados por pura inspiração, nunca
havia pensado em usar contornos e relevos para serem apreciadas por
deficientes, e mais, uma coisa que nunca passou pela minha cabeça,
pois eu sempre dizia que as pessoas deveriam parar a frente de uma
mandala e olha-la por um tempo, deixando fluir os pensamentos,
lembranças e tudo o mais que sentisse ou quisesse fazer, mas só
pensei nos olhos de ver mesmo, aqueles dois que nem sempre enxergam
a realidade ou a sentem com a intensidade que deveriam.
Foi muito importante esta descoberta, eu posso mostrar minha arte,
posso ajudar o deficiente visual a usar e se beneficiar de uma
mandala , mesmo porque as cores e as suas propriedades curativas são
emanadas por meio de ondas de energia. A mandala é benéfica para a
nossa saúde mental e física e assim eu posso voltar a me sentir útil
ao meu próximo.
MARIA AUGUSTA MOURA
Brasília, 14/10/2005

Minha irmã Maria Augusta
me enviou diversas pinturas criadas por ela.
Quero dividir com vocês a
beleza de suas obras, acessem as imagens pelo link:
Pinturas
de Maria Augusta

Cynthia e Kathya,
filhas de Maria Augusta, quiseram criar um local onde pudessem
homenagear a mãe e mostrar algumas de suas criações, criaram para
isso um blog.
Conheçam o blog clicando
no link:
Mandalas

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