8. Conclusão


"O significativo aumento da população idosa que está sendo agora observado em todo o mundo é resultado não somente de mudanças sócio-econômicas como também de uma maior expectativa de vida ocorrida no século XX, devido em grande parte a melhoramentos no saneamento e na saúde pública.

 

Esse progresso, porém, levanta um dos maiores desafios para as próximas décadas: como manejar o bem-estar dos idosos que, até o ano 2025, compreenderão mais de 20% da população mundial total.


O envelhecimento da população provavelmente será acompanhado de grandes mudanças na freqüência e distribuição dos distúrbios somáticos e mentais e nas inter-relações entre esses dois tipos de transtornos.


Os problemas de saúde mental entre os idosos são freqüentes e podem ser graves e diversos. Além da Doença de Alzheimer, observada quase exclusivamente nesse grupo etário, muitos outros problemas, tais como depressão, ansiedade e transtornos psicóticos, têm também alta prevalência. Esses problemas podem criar um alto nível de sofrimento não só para os próprios idosos como também para seus familiares. Em muitos casos, membros da família vêem-se obrigados a sacrificar boa parte da sua vida pessoal para se dedicarem inteiramente ao parente doente. A carga assim criada para as famílias e comunidades é pesada e, com maior freqüência do que se desejaria, a insuficiência dos recursos para atenção de saúde deixa os pacientes e suas famílias sem o apoio necessário.


Muitos desses problemas poderiam ser enfrentados eficientemente, mas a maioria dos países não têm políticas, programas ou serviços preparados para atender a tais necessidades. Um estigma duplo e generalizado - ligado aos transtornos mentais em geral e ao fim da vida em particular - em nada contribui para facilitar o acesso à assistência necessária.


O direito à vida e o direito à qualidade da vida reclamam profundas modificações na forma pela qual as sociedades encaram os seus idosos, assim como reclamam a quebra de tabus associados. A maneira pela qual as sociedades se organizam para cuidar dos idosos é uma boa indicação da importância que atribuem à dignidade do ser humano" (OMS, 2001).


Dentre os vários fatores que participam do processo de envelhecimento, percebe-se que, mesmo na ausência de evidências científicas, a nutrição entra como co-participe deste importante processo. A atenção às alterações orgânicas do envelhecimento podem garantir uma melhor qualidade de vida a um grande número de idosos considerados como população de risco. Daí a consideração da importância de que cuidadores, médicos e cientistas se ocupem de avaliar a melhor forma de oferecer uma alimentação qualitativa e quantitativamente adequada ao paciente portador da Doença de Alzheimer, mesmo que se desconheça ainda, uma alimentação específica e eficaz para seu tratamento. 


As pesquisas relacionadas à Doença de Alzheimer e a dieta têm aumentado o interesse científico sobre a ingestão de nutrientes e saúde e, se essa ingestão pode ser adequadamente fornecida pelos alimentos. Estudos epidemiológicos sugerindo que o alto consumo de frutas e hortaliças possam melhorar a condição do paciente com DA, apresentam hipóteses científicas que não podem ser ignoradas. Isto leva a um aumentado interesse por dietas mais saudáveis e pela busca por alimentos com poder antioxidante. Ao mesmo tempo observa-se acentuado interesse pelos Órgãos de Pesquisas em buscar novas respostas bem como comprovações para os estudos já concluídos. 


Concluindo, embora não seja possível atualmente a prevenção primária da Doença de Alzheimer, as metas de atenção devem ser para a manutenção do funcionamento do portador, reduzindo sua incapacidade devida à perda de funções mentais, reorganizando rotinas a fim de maximizar o uso das funções restantes, minimizando, assim, sintomas psicóticos, agitação e depressão, e dando apoio às famílias. 

 

Dedicatória 

Agradecimentos

Introdução

Novos Começos

Referências Bibliográficas

 


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